CentroesterNews
22/11/2025
Mais Lidas
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada na manhã deste sábado (22) após ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), desencadeou uma onda imediata de manifestações no meio político. Bolsonaro foi levado diretamente para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde permanece à disposição da Justiça.
Entre críticas contundentes, manifestações emocionadas e acusações de perseguição, aliados do ex-presidente reagiram publicamente à decisão. Confira os principais posicionamentos:
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama
Michelle optou por uma manifestação de forte tom religioso, citando longamente o Salmo 121, em defesa do marido. Em sua mensagem, reforçou a confiança na proteção divina e a esperança de que Bolsonaro seja guardado e protegido “de todo o mal, desde agora e para sempre”.
Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara
O deputado classificou a prisão como “a maior perseguição política da história do Brasil”. Segundo ele, Bolsonaro “nunca roubou ninguém” e governou de maneira responsável, reduzindo impostos e aumentando arrecadação. Sóstenes ainda mencionou o ambiente de contestação eleitoral como pano de fundo para a decisão judicial.
Damares Alves, senadora (Republicanos)
A senadora afirmou que o ministro Alexandre de Moraes “fez o que ameaçou a fazer o tempo todo”. Damares pediu que a Câmara dos Deputados vote imediatamente um projeto de anistia, numa tentativa de reverter as consequências jurídicas impostas a aliados e apoiadores de Bolsonaro.
Caroline de Toni, líder da Minoria na Câmara
Para a deputada, a prisão representa “um dos maiores absurdos” da Justiça brasileira. Ela afirmou que Bolsonaro é o maior líder da direita no país e que não teria cometido crime algum. A parlamentar reforçou que continuará lutando “até o fim contra essa injustiça”.
Fábio Wajngarten, advogado e ex-ministro
Wajngarten reagiu com indignação, criticando o fato de o mandado ter sido cumprido em um sábado e mencionando que Bolsonaro estaria com a saúde fragilizada. Chamou a decisão de “vergonhosa”.
Carlos Jordy, deputado federal (PL)
Jordy acusou o ministro Alexandre de Moraes de agir de forma política ao justificar a prisão preventiva como medida para garantir a ordem pública. Segundo ele, a decisão foi uma reação ao chamado do senador Flávio Bolsonaro por uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside. Jordy afirmou que Bolsonaro, idoso e debilitado, não representaria ameaça alguma e chegou a dizer que “Moraes quer matar Bolsonaro”.
As reações mostram que a prisão do ex-presidente deve intensificar a crise política entre seus apoiadores e o Judiciário, ampliando as tensões já existentes no cenário nacional.