CentroesteNews
12/06/2025
Os estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal têm potencial para gerar entre US$ 10,8 bilhões e US$ 21,6 bilhões na venda de créditos de carbono entre 2023 e 2030, aponta estudo do Earth Innovation Institute (EII), organização sem fins lucrativos que oferece suporte técnico para estratégias de baixo carbono.
Atualmente, o EII apoia seis estados brasileiros no desenvolvimento de programas de crédito de carbono: Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins. Além desses, Amazonas, Maranhão e Piauí também estão desenvolvendo ou estruturando iniciativas de REDD+ jurisdicional.
O cálculo do potencial financeiro considera preços de US$ 10 a US$ 20 por crédito de carbono. Com base no valor mínimo, cada estado poderia arrecadar até US$ 1,4 bilhão por ano a partir de 2026, conforme a regulamentação estadual seja implementada.
O modelo adotado é o REDD+ jurisdicional (JREDD+), que se diferencia dos projetos individuais ao abranger uma jurisdição territorial ampla, como municípios ou estados. Nesse sistema, o governo assume a responsabilidade pela venda dos créditos e pela execução das ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Segundo o estudo, a aplicação do JREDD+ pode desacelerar o desmatamento em até 90% até 2030 e 98% até 2050, o que representa uma significativa redução do desmatamento ilegal na região.
O Earth Innovation Institute projeta que a redução líquida das emissões até 2030 alcançará níveis equivalentes às metas combinadas de 27 países da União Europeia. Além disso, as reduções já observadas entre 2023 e 2024, que estão sendo convertidas em créditos, podem gerar US$ 1,7 bilhão, valor equivalente ao total desembolsado pelo Fundo Amazônia em 16 anos de atuação.