Em visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, detido no 19º Batalhão da PM, em Brasília, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) reforçou sua intenção de ser candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Durante a conversa, Bolsonaro reconheceu sua pré-candidatura, mas deixou claro que a decisão será de Flávio Bolsonaro, que lidera as articulações políticas do grupo no estado. O ex-presidente ressaltou que o foco principal é eleger Flávio à Presidência e ampliar a bancada conservadora no Senado, considerada um eixo essencial para futuros enfrentamentos institucionais.
Portinho destacou que sua candidatura representa o campo da direita no estado do Rio, mas reconheceu que a disputa ainda está longe de definição. Além dele, nomes como o governador Cláudio Castro e os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante também têm se movimentado internamente, acirrando a disputa. O senador afirmou que Bolsonaro lhe garantiu protagonismo na composição, mas que precisa do aval de Flávio para alinhar completamente a estratégia no estado.
Na conversa, Bolsonaro também mencionou os arranjos políticos em outros estados. Em Santa Catarina, por exemplo, ele destacou que as candidaturas de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni já estão consolidadas, mesmo em meio a tensões locais envolvendo aliados como o governador Jorginho Mello. A menção foi importante para reforçar a estratégia de fortalecer o grupo em nível nacional, especialmente no Senado.
Sobre o estado de saúde de Bolsonaro, os senadores Portinho e Bruno Bonetti, que também visitou o ex-presidente pela manhã, relataram preocupação. Bolsonaro estaria mais magro, fragilizado, sob forte medicação e chegou a precisar de ajuda médica durante a conversa. Ainda assim, os dois afirmaram que ele mantém o espírito confiante e acompanha os desdobramentos políticos com atenção, reforçando sua presença como uma referência estratégica, mesmo preso.
Aliados do ex-presidente avaliam que, mesmo em regime fechado, Bolsonaro segue influente na construção do cenário político para as eleições de 2026. Com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, liderando as ações estaduais, o ex-presidente segue ativo nas decisões sobre o Senado, tratado por ele como peça-chave para o futuro da direita no Brasil.




