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PF solicita suspeição de Toffoli a Fachin após mensagens ligarem ministro a caso Master

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A Polícia Federal solicitou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que analise a suspeição do ministro Dias Toffoli em relação à relatoria de processos ligados à investigação do Banco Master. O pedido foi feito após a PF encontrar menções a Toffoli em dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. Os detalhes sobre o conteúdo das mensagens permanecem sob sigilo.

 

Fachin encaminhou o material ao próprio Toffoli, solicitando que ele se manifeste sobre possíveis conflitos de interesse. Em nota, o gabinete de Toffoli negou qualquer irregularidade, classificando as suspeitas como “ilações” e destacando que a Polícia Federal não possui legitimidade para o pedido, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. O ministro garantiu que apresentará sua resposta formalmente à presidência do tribunal.

As investigações sobre o caso Master chegaram ao STF após a defesa de Vorcaro solicitar a transferência da apuração à Corte, sob a alegação de que um material apreendido fazia menção a um deputado federal, o que justificaria o foro privilegiado. Por sorteio, Toffoli foi definido como relator e determinou que todos os inquéritos envolvendo o caso fossem encaminhados ao seu gabinete.

A atuação do ministro, no entanto, tem gerado controvérsias. Entre as críticas, destaca-se uma viagem de Toffoli a Lima, no Peru, em um jatinho particular acompanhado de um advogado ligado ao caso Master. Além disso, documentos revelaram que familiares do ministro venderam um empreendimento imobiliário a um cunhado de Vorcaro, o que levantou novos questionamentos sobre a isenção do magistrado.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o inquérito principal está próximo de ser concluído, com prazo final estabelecido até 16 de março. Ele reforçou que a investigação não descarta nenhuma possibilidade e que descobertas paralelas serão analisadas sem prejudicar o foco principal. Ainda assim, a PF concentra seus esforços em manter uma linha de apuração clara, sem desviar dos objetivos delimitados.

A investigação segue como parte de uma ampla ofensiva para esclarecer as possíveis irregularidades envolvendo os negócios do Banco Master, mantendo a atenção nos desdobramentos que possam comprometer os envolvidos diretamente ou indiretamente no caso.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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