Relatório encaminhado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli mantiveram mais de dez encontros presenciais entre 2023 e 2024. Segundo os investigadores, as reuniões teriam ocorrido em jantares, eventos sociais e festas, com registros de mensagens interceptadas que indicariam uma relação considerada próxima.
Após o documento chegar ao presidente da Corte, Edson Fachin, Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso. A medida foi interpretada nos bastidores como forma de evitar questionamentos sobre eventual conflito de interesses e preservar a lisura da tramitação processual.
Repasses sob análise
A investigação também examina transferências que somam cerca de R$ 35 milhões, realizadas pelo fundo Arleen, ligado a Vorcaro, à empresa Maridt, sociedade da qual Toffoli e familiares são sócios. A Polícia Federal busca esclarecer a finalidade dos pagamentos, a regularidade das operações e se há compatibilidade entre os valores transferidos e os serviços eventualmente prestados.
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Os investigadores analisam fluxos financeiros, contratos e documentos contábeis para verificar se há indícios de irregularidade ou eventual vínculo entre os repasses e decisões judiciais.
Defesa e desdobramentos
O ministro Dias Toffoli nega amizade íntima com Vorcaro e afirma não ter recebido valores pessoais. Ele sustenta que não há motivo para suspeição e que sua atuação sempre ocorreu dentro da legalidade. A defesa do banqueiro também contesta qualquer irregularidade nas operações financeiras.
A Polícia Federal segue aprofundando a apuração e deve encaminhar novos relatórios ao STF conforme o avanço das diligências. O caso permanece sob análise, e eventuais medidas dependerão das conclusões técnicas e jurídicas apresentadas pelos investigadores




