CentroesteNews
13/01/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário de equilíbrio técnico na opinião do eleitorado, mas com predominância de avaliação negativa do governo, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira (13). O levantamento aponta que 50% desaprovam a atuação do presidente, enquanto 47% aprovam, diferença que está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Outros 3% não souberam responder.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas, por meio de entrevistas telefônicas, entre os dias 8 e 12 de janeiro, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06731/2026, o que reforça a validade estatística do levantamento.
Quando a pergunta se volta à avaliação do governo, o resultado é mais desfavorável. Apenas 35% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 41,4% a consideram ruim ou péssima. Outros 20,5% avaliam como regular, e 3,2% não souberam responder. O dado indica que, embora a aprovação pessoal do presidente esteja próxima do empate, a percepção sobre o desempenho do governo como um todo tende a ser mais crítica.
O detalhamento por áreas revela os principais focos de desgaste da atual administração. A segurança pública aparece como o setor com pior avaliação: 48,7% consideram ruim ou péssima, contra apenas 25,6% que avaliam como ótima ou boa. O tema segue como um dos mais sensíveis para o eleitorado, independentemente do perfil ideológico.
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Na economia, área central para a popularidade de qualquer governo, os números também são negativos. A gestão econômica é vista como ruim ou péssima por 43,4%, enquanto 32,2% a avaliam como ótima ou boa. Outros 21,5% classificam como regular, indicando um eleitorado dividido, mas com viés crítico.
A saúde apresenta quadro semelhante: 41,5% avaliam negativamente, 32,1% positivamente e 23,2% como regular. Já a educação é a área com melhor desempenho relativo, embora ainda marcada por divisão. O setor é considerado ótimo ou bom por 37,9%, mas 39,1% o classificam como ruim ou péssimo, revelando que nem mesmo áreas tradicionalmente associadas a políticas sociais escapam da polarização.
O levantamento indica que o governo Lula entra o ano sob pressão crescente, com desafios claros em áreas estruturais e dificuldades para converter políticas públicas em percepção positiva junto à população. A proximidade entre aprovação e desaprovação pessoal do presidente sugere um ambiente político instável, em que pequenas variações econômicas ou decisões estratégicas podem alterar rapidamente o humor do eleitorado.
Ao mesmo tempo, a avaliação negativa predominante do governo sinaliza que o Planalto terá de recalibrar prioridades, especialmente em segurança pública e economia, se quiser reverter a tendência e ampliar sua base de apoio social.