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Passar muito tempo sentado pode aumentar risco de Alzheimer, aponta estudo

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CentroesteNews

16/05/2025

Anna Vitória Bispo

 

Um novo estudo publicado na revista Alzheimer’s & Dementia revelou que permanecer sentado por longos períodos ao longo do dia pode aumentar significativamente o risco de alterações cerebrais associadas ao Alzheimer, mesmo entre pessoas que praticam atividades físicas regularmente.

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A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Pittsburgh e do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, e contou com financiamento da Associação de Alzheimer e do Instituto Nacional do Envelhecimento dos EUA.

Sedentarismo e saúde cerebral

Os pesquisadores acompanharam 404 adultos com 50 anos ou mais, todos participantes do Projeto Vanderbilt de Memória e Envelhecimento. Por sete dias, cada voluntário utilizou um dispositivo no pulso que mediu continuamente seus níveis de atividade física e tempo sedentário (como sentar ou deitar em repouso).

Ao longo de sete anos, os dados foram comparados com exames de ressonância magnética cerebral e testes de cognição. O resultado foi claro: quanto mais tempo sedentário, maior o risco de alterações em regiões do cérebro ligadas à memória e ao raciocínio — áreas frequentemente afetadas pelo Alzheimer.

“A prática de exercícios é importante, mas não suficiente. Passar horas seguidas sentado também é prejudicial, mesmo para quem se exercita diariamente”, explicou a neurologista Marissa Gogniat, principal autora do estudo.

Risco ampliado para quem tem predisposição genética

O impacto do comportamento sedentário foi ainda mais acentuado em pessoas com o alelo APOE-e4, uma variação genética conhecida por aumentar o risco de desenvolver Alzheimer. Para esse grupo, reduzir o tempo sentado pode ser ainda mais crucial para a saúde cerebral.

“Nosso estudo sugere que interromper longos períodos de sedentarismo com pausas ativas pode ajudar a prevenir a neurodegeneração e o declínio cognitivo”, afirmaram os pesquisadores.

Prevenção começa com pequenas mudanças

A professora de neurologia Angela Jefferson, coautora da pesquisa, reforça a importância de observar os hábitos diários. “Precisamos estudar como as escolhas do estilo de vida afetam o cérebro à medida que envelhecemos. Pequenas mudanças no comportamento, como levantar para caminhar regularmente, podem ter grande impacto na preservação das funções cognitivas.”

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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