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Paquistão declara ‘guerra aberta’ e bombardeia Cabul; Talibã reage com drones

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O conflito entre o Paquistão e o Afeganistão atingiu um novo patamar de gravidade após Islamabad declarar “guerra aberta” ao vizinho nesta quinta-feira. Durante a madrugada, o Exército paquistanês bombardeou diversas cidades afegãs, incluindo Cabul, Kandahar e Paktia, utilizando mísseis e aviões de combate. Kandahar, considerada o coração do Talibã, foi um dos principais alvos da ofensiva.

Os ataques foram anunciados como uma resposta às tensões crescentes na fronteira e a supostas agressões do Afeganistão. Segundo autoridades paquistanesas, 22 alvos militares do Talibã foram atingidos, resultando na morte de 274 combatentes do regime. O governo afegão, no entanto, não confirmou as mortes, enquanto o Paquistão relatou 12 baixas entre os seus próprios soldados.

O Talibã reagiu com força, conduzindo ataques com drones contra instalações militares no Paquistão, em cidades como Islamabad, Nowshera e Abbottabad. Apesar das ofensivas, o governo paquistanês afirmou ter abatido todos os drones e que não houve vítimas. Em meio à escalada dos conflitos, Cabul declarou interesse em solucionar a crise por meio do diálogo, mas Islamabad reforçou que seguirá com a operação militar caso novas provocações sejam feitas.

O histórico de tensões entre os dois vizinhos islâmicos registra um aumento constante nos últimos meses. Bombardeios na fronteira, trocas de tiros e acusações mútuas de oferecer abrigo a militantes extremistas têm intensificado o clima de hostilidade. Um acordo de cessar-fogo mediado pelo Catar em 2025 fracassou, e os embates se tornaram recorrentes, com seus desdobramentos chegando ao cenário atual de conflito aberto.

A declaração de guerra por parte do Paquistão representa uma ruptura histórica nas relações entre os países, que antes eram aliados. Islamabad acusa as lideranças talibãs de permitirem ataques de militantes ao território paquistanês, enquanto o governo afegão nega as acusações e alega estar sofrendo um cerco injustificado.

A situação ainda é monitorada com preocupação por outros países da região. Iranianos e chineses se ofereceram como mediadores do conflito, apelando por um cessar-fogo imediato e buscando evitar mais derramamento de sangue. No entanto, a postura intransigente de ambos os lados dificulta a perspectiva de uma solução pacífica.

Enquanto isso, as ruas de Cabul amanheceram quietas nesta sexta-feira, embora marcadas pelo medo e pela incerteza. Apesar dos combates, a capital afegã não registrava grande presença de forças militares nas primeiras horas do dia, conforme relataram testemunhas.

Com meses de tensões acumuladas e embates violentos, o desfecho do conflito entre Paquistão e Afeganistão permanece incerto. O impacto da guerra na população local e nas relações geopolíticas da região ainda promete desdobramentos que exigirão a atenção internacional.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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