O mundo ainda está enfrentando as consequências da pandemia de Covid-19, mas, em 2026, três outros vírus já preocupam especialistas e colocam a saúde global em alerta. A combinação de fatores como o aquecimento global, o crescimento populacional e a mobilidade humana tem facilitado a evolução e propagação de patógenos capazes de desencadear crises.
Entre os vírus que chamam atenção estão o Oropouche, a gripe aviária H5N1 e o mpox. Embora sejam muito diferentes entre si, eles compartilham uma mesma característica: já ultrapassaram fronteiras e apresentam potencial de causar impactos significativos. O Oropouche, por exemplo, que é transmitido por mosquitos, já atinge diversas regiões da América do Sul, incluindo o Brasil, além de ter causado casos documentados na Europa vinculados a viajantes infectados. Apesar de sintomas semelhantes aos da gripe, ele já foi associado a quadros graves como microcefalia, enquanto a Organização Mundial da Saúde busca acelerar o desenvolvimento de ferramentas de controle.
A gripe aviária H5N1, por sua vez, atravessou espécies e foi detectada em vacas leiteiras nos Estados Unidos, aumentando temores de que possa adquirir capacidade de transmissão eficiente entre humanos. Já o mpox, que se espalhou em mais de cem países desde 2022, agora preocupa ainda mais com duas variantes em circulação, incluindo uma cepa severa que avança na África Central e já causa infecções em outros continentes.
Além desses, outras ameaças virais, como o sarampo, a chikungunya e até o vírus Nipah, têm colocado em evidência a necessidade de vigilância global. Embora os especialistas defendam que não haja alarmismo, a vigilância e o desenvolvimento de vacinas e tratamentos são fundamentais para conter os possíveis avanços desses patógenos. Em 2026, o desafio permanece: encontrar equilíbrio entre prevenção, controle e respostas rápidas às novas ameaças virais.




