Uma operação de grande escala da Polícia Federal expôs um suposto esquema milionário de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro no país. Batizada de Operação Fallax, a ação foi deflagrada nesta quarta-feira (25) e tem como um dos principais alvos o empresário Rafael de Gois, fundador do Grupo Fictor.
Além dele, o ex-sócio Luiz Rubini também é investigado e teve o sigilo bancário quebrado por determinação da Justiça.
Como funcionava o esquema
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada para aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal, envolvendo:
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- Inserção de dados falsos nos sistemas bancários
- Cooptação de funcionários de instituições financeiras
- Uso de empresas de fachada para movimentar dinheiro
- Conversão de valores em bens de luxo e criptomoedas
A movimentação total pode ultrapassar R$ 500 milhões.
Operação em larga escala
Ao todo, a Justiça Federal autorizou:
- 43 mandados de busca e apreensão
- 21 mandados de prisão preventiva
- Quebra de sigilo de dezenas de pessoas e empresas
As ações ocorreram em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o início da manhã, pelo menos 13 pessoas já haviam sido presas, incluindo dois gerentes da própria Caixa.
A operação também investiga a ligação do esquema com o Comando Vermelho, que teria utilizado o mesmo modelo de lavagem de dinheiro.
Conexão com o Banco Master
O nome do Grupo Fictor ganhou destaque recentemente após anunciar a compra do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O anúncio ocorreu pouco antes da liquidação extrajudicial da instituição, o que gerou forte impacto no mercado.
Após o episódio, o grupo enfrentou uma crise de confiança, com retirada bilionária de recursos por investidores e pedido de recuperação judicial.
Bloqueio de bens e possíveis penas
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 47 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros. Os investigados podem responder por crimes como:
- Organização criminosa
- Estelionato qualificado
- Lavagem de dinheiro
- Corrupção
- Crimes contra o sistema financeiro
Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Defesas se manifestam
A defesa de Rafael de Gois afirmou que apenas um celular foi apreendido e que prestará esclarecimentos após acesso ao processo. Já os advogados de Luiz Rubini disseram que ainda não tiveram conhecimento prévio da investigação.
Posicionamento da Caixa
A Caixa Econômica Federal informou que colabora com autoridades e mantém políticas rigorosas de combate a fraudes, destacando que atua de forma ativa na identificação de movimentações suspeitas.