A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11.2), a Operação Mosaico com o objetivo de desarticular um esquema estruturado de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro vinculado a uma facção criminosa com atuação no Estado. Ao todo, foram cumpridas 17 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e quebras de sigilo bancário.
As diligências ocorreram simultaneamente nos municípios de Barra do Garças, Cuiabá, Rondonópolis e Água Boa, mobilizando equipes da Polícia Civil para cumprir as determinações expedidas pela Justiça.
Esquema financeiro estruturado
As investigações foram conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e representam desdobramentos de inquéritos anteriores que já apontavam a existência de um núcleo específico voltado à movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico de entorpecentes.
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De acordo com a apuração, o grupo teria movimentado mais de R$ 3 milhões em pouco mais de um ano, por meio de transações bancárias consideradas atípicas e incompatíveis com a renda formal declarada pelos investigados. A Polícia identificou indícios de divisão clara de funções dentro da organização criminosa, incluindo:
Centralização e controle dos recursos financeiros;
Distribuição de valores entre integrantes;
Utilização de contas bancárias de terceiros para dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores.
Esse modelo de atuação, segundo os investigadores, demonstra um grau elevado de organização, com estratégias voltadas a dificultar a identificação do fluxo financeiro.
Material apreendido será analisado
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, diversos materiais foram recolhidos e passarão por análise técnica. O conteúdo apreendido deve subsidiar a continuidade das investigações, que seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e consolidar provas para responsabilização criminal dos investigados.
A Polícia Civil reforçou que operações como a Mosaico fazem parte de uma estratégia permanente de enfrentamento às organizações criminosas, especialmente no que diz respeito ao enfraquecimento da estrutura financeira das facções, considerada peça-chave para a manutenção das atividades ilícitas.
A definição sobre novas fases da operação dependerá do avanço das análises periciais e da identificação de eventuais conexões com outros grupos ou crimes correlatos.


