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Oferta restrita, escalas curtas e exportações firmes sustentam avanço da arroba do boi gordo, enquanto mercado interno mostra sinais de acomodação na segunda quinzena de fevereiro

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A arroba do boi gordo mantém trajetória de valorização na segunda quinzena de fevereiro, sustentada principalmente pela oferta restrita de animais prontos para abate, escalas curtas nos frigoríficos e desempenho consistente das exportações de carne bovina. Enquanto isso, o mercado interno começa a dar sinais de acomodação, com consumo mais cauteloso diante dos preços elevados.

Escalas enxutas e retenção de animais

Produtores têm adotado postura mais estratégica na venda do gado, segurando lotes à espera de preços melhores. Essa retenção reduz a disponibilidade imediata de animais, encurtando as escalas de abate – em algumas regiões, suficientes para poucos dias.

Com menos oferta no mercado físico, frigoríficos se veem obrigados a reajustar propostas para garantir matéria-prima, o que mantém a arroba firme ou em alta, especialmente nas praças com maior vocação exportadora.

Exportações sustentam preços

O bom ritmo dos embarques de carne bovina brasileira tem sido fator decisivo para sustentar o mercado. A demanda externa, puxada principalmente pela Ásia, continua absorvendo volumes relevantes, garantindo fluxo de caixa às indústrias e maior competitividade nas negociações com pecuaristas.

Além disso, a taxa de câmbio favorece as vendas externas, tornando o produto brasileiro mais atrativo no cenário internacional. Esse ambiente contribui para manter os frigoríficos ativos nas compras, mesmo com o consumo doméstico menos aquecido.

Mercado interno em compasso de espera

No varejo, o consumidor sente o peso da carne bovina mais cara, o que leva parte da demanda a migrar para proteínas substitutas, como frango e suínos. O resultado é uma desaceleração nas reposições do atacado na segunda metade do mês, período tradicionalmente mais fraco em termos de renda disponível.

Esse movimento não chega a pressionar fortemente a arroba neste momento, mas limita avanços mais expressivos nas cotações, criando um cenário de estabilidade com viés positivo, porém mais moderado.

Tendência para março

A expectativa do setor é de que o comportamento da oferta continue sendo o principal termômetro do mercado nas próximas semanas. Caso as escalas permaneçam curtas e as exportações sigam aquecidas, a arroba tende a se manter valorizada.

Por outro lado, qualquer sinal de aumento na entrega de animais terminados ou retração nas compras externas pode gerar ajustes pontuais nas cotações.

O cenário, portanto, combina firmeza estrutural no campo com cautela no varejo — um equilíbrio delicado que define o ritmo do mercado pecuário neste início de ano.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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