Centroeste News
28/01/2026
O depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal trouxe à tona os detalhes de uma das operações mais controversas do setor financeiro recente, envolvendo o Banco Master, o BRB e a recém-criada Tirreno. Essa operação expôs uma série de inconsistências que levantam questionamentos sobre a integridade dos negócios realizados e o papel de cada instituição envolvida.
Outro aspecto peculiar da transação foi a confiança depositada por Vorcaro em uma empresa recém-criada, sem histórico de movimentação financeira, que supostamente recebia créditos de uma terceira empresa, a Cartos. Contudo, a Cartos negou qualquer envolvimento na operação, gerando ainda mais questionamentos sobre a origem das carteiras de crédito comercializadas.
O caso se torna ainda mais crítico com a confirmação de que os papéis vendidos ao BRB inicialmente deveriam ser de créditos consignados, considerados de alta liquidez. No entanto, após a suposta descoberta de fraudes, esses ativos foram substituídos por outros de menor liquidez, alterando completamente o perfil da operação inicial. Apesar disso, as negociações de carteiras entre o Master e o BRB continuaram acontecendo mesmo após a constatação dessas irregularidades.
A situação expôs uma complexa rede de trocas de ativos financeiros que, segundo Vorcaro, acabou prejudicando o BRB. Ele admitiu que parte dos recursos envolvidos na operação estavam relacionados ao Will Bank, instituição do grupo Master que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2026. Mesmo assim, o BRB nunca recebeu os valores provenientes dos créditos que deveriam ter sido quitados pelo Will Bank.




