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No silêncio da madrugada: o dia em que Jair Bolsonaro tentou romper a tornozeleira e mudou o rumo da própria prisão

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Na madrugada silenciosa de um sábado, um alerta rompeu a rotina de monitoramento eletrônico em Brasília. Era 0h07 quando o sistema registrou uma violação incomum: a tornozeleira usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro apresentava sinais de dano.

O episódio aconteceu em 22 de novembro de 2025, quando Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar por descumprimento de medidas judiciais. Segundo registros oficiais, o próprio ex-presidente utilizou um ferro de solda para tentar danificar o equipamento preso à sua perna.

Imagens anexadas ao processo mostraram marcas de queimadura ao redor de toda a estrutura do dispositivo, especialmente na área de fechamento. Ao ser questionado, Bolsonaro chegou a admitir o ato de forma direta aos agentes.

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 O que ele alegou

Após o ocorrido, a defesa apresentou uma série de justificativas que tentavam explicar o comportamento naquela madrugada:

  • Uso de medicamentos psiquiátricos que teriam provocado um surto momentâneo
  • Privação de sono, que teria afetado seu estado mental
  • Desconfiança de que o equipamento pudesse conter escutas
  • Negativa de qualquer intenção de fuga

Segundo sua versão, o ato não passou de um momento de desorientação, rapidamente reconhecido por ele próprio.

 A reação da Justiça

A resposta foi imediata. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, classificou o caso como grave violação das medidas impostas.

Na mesma manhã, a prisão domiciliar foi revogada e Bolsonaro foi transferido para uma unidade da Polícia Federal em Brasília. Para Moraes, o ato indicava risco concreto de fuga, especialmente considerando a mobilização de apoiadores nas proximidades da residência e a localização estratégica próxima a embaixadas.

A decisão marcou uma virada no caso: a prisão preventiva acabou sendo convertida no início do cumprimento da pena em regime fechado, relacionada à condenação por tentativa de golpe de Estado.

Novo capítulo: prisão domiciliar humanitária

Meses depois, em março de 2026, o cenário mudou novamente. Após um período de internação por problemas de saúde, incluindo broncopneumonia, Bolsonaro recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por 90 dias, em caráter humanitário, decisão também assinada por Alexandre de Moraes.

O episódio da tornozeleira, no entanto, permanece como um dos momentos mais emblemáticos e controversos de todo o processo, um ponto de ruptura que influenciou diretamente os desdobramentos judiciais seguintes.

Linha do tempo dos acontecimentos
  • 04/08/2025 – Prisão domiciliar decretada
  • 22/11/2025 – Tentativa de rompimento da tornozeleira
  • 22/11/2025 – Prisão preventiva determinada
  • 25/11/2025 – Início do cumprimento da pena
  • 15/01/2026 – Transferência para unidade prisional
  • 13/03/2026 – Internação hospitalar
  • 24/03/2026 – Concessão de prisão domiciliar humanitária
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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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