O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (23) que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo no conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, Netanyahu foi direto ao afirmar que as ofensivas militares continuam. “Seguimos atacando tanto no Irã quanto no Líbano”, declarou em vídeo divulgado por seu gabinete.
Acordo possível, guerra em andamento
Segundo Netanyahu, Trump avalia que os avanços militares conjuntos entre Israel e os Estados Unidos podem abrir espaço para um acordo que garanta os interesses israelenses.
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A fala ocorre em meio a uma escalada de tensão envolvendo Irã, Israel e Líbano, com trocas de ameaças e ataques nas últimas semanas.
Versões conflitantes
Enquanto Trump afirma que há diálogo em andamento com autoridades iranianas, o governo do Irã nega qualquer tipo de negociação.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, declarou que o país não mantém conversas com os Estados Unidos, apesar de mensagens indiretas enviadas por nações intermediárias.
Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi ainda mais incisivo ao afirmar que as declarações americanas seriam “notícias falsas” com objetivo de influenciar mercados financeiros e petrolíferos.
Ultimato e recuo temporário
No fim de semana, Trump chegou a ameaçar destruir instalações energéticas iranianas caso o país não reabrisse o estratégico Estreito de Ormuz em até 48 horas.
No entanto, nesta segunda-feira, o presidente norte-americano anunciou uma pausa de cinco dias em possíveis ataques, alegando que houve “conversas produtivas” nos bastidores.
Risco de escalada maior
Especialistas avaliam que um ataque direto à infraestrutura energética do Irã representaria uma escalada significativa no conflito, com potencial de impacto global, especialmente no preço do petróleo e na estabilidade da região.
Enquanto isso, o cenário segue marcado por incertezas, com discursos contraditórios e movimentações militares simultâneas.