Itumbiara vive dias de profunda tristeza e perplexidade. Na manhã desta sexta-feira (13), Benício Araújo Machado, de apenas 8 anos, não resistiu aos graves ferimentos causados por um disparo de arma de fogo feito pelo próprio pai, Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo de Itumbiara. O menino estava internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual da cidade desde a noite de quarta-feira (11). Na mesma ocasião, seu irmão mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, também foi baleado e não resistiu. Thales tirou a própria vida logo após cometer os disparos.
O corpo de Benício será velado neste sábado (14), na casa do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, que também é avô das crianças. O mesmo local foi usado para as homenagens a Miguel, realizadas um dia antes, com amigos e familiares profundamente abalados. Camisetas com a frase “Miguel Eterno” foram uma forma simbólica de prestar tributo ao adolescente. O sepultamento de Benício está previsto para ocorrer no Cemitério Avenida da Saudade.
Segundo informações da Polícia Civil, as mortes ocorreram dentro da casa da família. O crime foi descoberto após parentes identificarem uma publicação de despedida no perfil do secretário nas redes sociais. As equipes policiais foram acionadas para isolar o local e preservar as provas. A esposa de Thales e mãe das crianças estava viajando no momento da tragédia.
Horas antes do ocorrido, Thales chegou a postar um vídeo ao lado dos filhos, em que escreveu emocionado: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”. Poucas horas depois, a tragédia abalou não apenas a família, mas toda a comunidade de Itumbiara, que ainda procura respostas.
A Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, suspendendo o atendimento ao público e encerrando as aulas da rede municipal no dia seguinte ao crime. O governador Ronaldo Caiado também lamentou o ocorrido, prestando solidariedade aos familiares e ressaltando o momento de dor que domina o município.
As investigações seguem conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da região. O caso foi registrado como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio. A Polícia Civil informou que não há indícios de envolvimento de outras pessoas no crime.
O sofrimento pela morte de Miguel e Benício transcende a esfera familiar, transformando-se em um luto coletivo. Autoridades, moradores e instituições de Itumbiara seguem mobilizados diante do episódio, que trouxe à tona um misto de choque, comoção e questionamentos que ainda continuam sem respostas.


