O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que Minas Gerais foi o estado que mais desmatou áreas da Mata Atlântica entre os períodos de 2023-2024 e 2024-2025. Segundo os dados divulgados pelo novo Atlas da Mata Atlântica, o território mineiro registrou a destruição de 3.092 hectares do bioma, número muito superior aos demais estados da região Sudeste.
Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 82 hectares desmatados, Espírito Santo, com 56 hectares, e São Paulo, com 35 hectares devastados.
O levantamento monitorou cerca de 130,9 milhões de hectares distribuídos em 17 estados brasileiros e evidenciou cenários bastante diferentes entre as unidades da federação. Enquanto Minas Gerais segue registrando perdas significativas de vegetação nativa, São Paulo apresentou redução de 29% no desmatamento e ampliou ações de recuperação ambiental.
Desde 2023, o estado paulista já soma mais de 41 mil hectares incluídos em programas de restauração florestal e criação de corredores ecológicos, iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade e recomposição de áreas degradadas.
Especialistas apontam que o avanço da agropecuária, da mineração e da expansão territorial continua sendo um dos principais fatores responsáveis pela pressão ambiental em Minas Gerais. A destruição de fragmentos da Mata Atlântica preocupa ambientalistas devido à importância ecológica do bioma, considerado um dos mais ricos em biodiversidade do planeta.
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Mesmo bastante reduzida ao longo das últimas décadas, a Mata Atlântica ainda abriga milhares de espécies de fauna e flora, além de desempenhar papel essencial na regulação climática, preservação de nascentes e manutenção dos recursos hídricos.
Pesquisadores alertam que muitos remanescentes florestais mineiros podem desaparecer antes mesmo de serem totalmente estudados. Um exemplo recente da riqueza ambiental do estado foi a descoberta de um gigantesco jequitibá-rosa em território mineiro, símbolo da biodiversidade ainda preservada em algumas regiões.
Ambientalistas defendem o fortalecimento da fiscalização e de políticas públicas voltadas à conservação do bioma, considerado patrimônio nacional pela Constituição Federal.