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Microdose de caneta para obesidade: opção mais econômica e com menos efeitos colaterais?

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O uso de medicamentos como semaglutida e tirzepatida revolucionou o tratamento da obesidade, mas trouxe consigo práticas que preocupam especialistas, como a microdosagem. Essa estratégia, popularizada nas redes sociais, envolve utilizar doses menores do que as recomendadas ou espaçar as aplicações para economizar ou evitar efeitos colaterais. No entanto, endocrinologistas alertam: essa prática não tem respaldo científico e pode trazer riscos à saúde.

Os estudos que fundamentam o uso desses medicamentos seguem protocolos rigorosos de dosagem e frequência para garantir eficácia e segurança a longo prazo. Segundo o endocrinologista Rodrigo Lamounier, essas doses mais baixas são ajustadas apenas no início do tratamento, para adaptação do organismo. Reduzir a quantidade sem orientação médica interfere nesse equilíbrio e pode gerar riscos como perda de eficácia, interações medicamentosas e deficiências nutricionais. Além disso, as alterações não autorizadas podem levar ao retorno do peso após a interrupção do uso, com prejuízo ao tratamento.

A manipulação de medicamentos e o reaproveitamento de canetas para dividir doses também são motivos de preocupação. De acordo com o endocrinologista Renato Zilli, práticas como essas colocam os pacientes em risco de contaminação, dose incorreta e exposição a insumos de origem duvidosa. Além disso, esses produtos frequentemente entram no mercado sem fiscalização adequada, o que eleva o risco de substâncias adulteradas.

Os especialistas ressaltam que ajustes na dose dos medicamentos são aceitáveis, mas somente sob supervisão médica. Pesquisas recentes, por exemplo, avaliam estratégias para reduzir efeitos colaterais, como aumentar as doses lentamente. No entanto, isso não deve ser confundido com microdosagem ou adaptações improvisadas. A pausa orientada por um profissional e mudanças de hábitos são alternativas mais seguras para lidar com desafios financeiros ou efeitos adversos.

Os medicamentos são ferramentas valiosas no controle da obesidade, mas seu sucesso depende de um plano maior, que inclua mudanças sustentáveis no estilo de vida. Estratégias como “contar cliques” ou manipular canetas para criar doses menores podem parecer inofensivas, mas comprometem o tratamento e colocam a saúde em risco. Ao enfrentar dificuldades, o diálogo com especialistas é essencial para adotar alternativas seguras e eficazes.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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