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Mercado eleva projeção de inflação para 4,17% e reforça expectativa sobre juros no Brasil

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Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central do Brasil ajustaram para cima a projeção da inflação oficial para 2026, que agora deve fechar em 4,17%. Os dados constam na nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (23).

A estimativa permanece abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que define o objetivo central de inflação em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Inflação segue controlada dentro da meta

O índice utilizado como referência, o IPCA, continua dentro dos limites definidos pelo governo. Em fevereiro, a inflação registrou alta de 0,70%, acumulando 3,81% nos últimos 12 meses.

Apesar de, em 2025, o índice ter fechado em 4,26% (acima do centro da meta), o resultado permaneceu dentro do intervalo permitido. Para 2027, a previsão foi mantida em 3,80%, indicando estabilidade nas expectativas inflacionárias no médio prazo.

Crescimento econômico tem leve revisão

O mercado também revisou, ainda que de forma modesta, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, que passou de 1,83% para 1,84%.

O desempenho esperado, porém, ainda é considerado moderado. Para comparação, o Brasil cresceu 2,3% em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

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Outras instituições apresentam projeções semelhantes. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada estima crescimento de 1,6% em 2026, enquanto o governo federal projeta expansão mais otimista, de 2,3%.

Para os anos seguintes, o cenário permanece estável: crescimento de 1,80% em 2027 e 2% em 2028.

Juros seguem como ferramenta central

A taxa básica de juros, a Selic, continua sendo o principal instrumento de controle da inflação. Na última reunião do Comitê de Política Monetária, realizada nos dias 17 e 18 de março, a taxa foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano.

As projeções do mercado indicam manutenção da Selic em 10,50% em 2027 e 10% em 2028, sinalizando expectativa de queda gradual dos juros ao longo dos próximos anos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 28 e 29 de abril, quando novos ajustes poderão ser avaliados conforme o comportamento da inflação e da atividade econômica.

Dólar e cenário externo

No câmbio, o mercado manteve a expectativa para o dólar em R$ 5,40 em 2026. Para 2027, houve leve revisão para baixo, de R$ 5,47 para R$ 5,45, enquanto a projeção para 2028 segue em R$ 5,50.

O Relatório Focus reúne semanalmente as expectativas de economistas e instituições financeiras, funcionando como um termômetro do mercado sobre os rumos da economia brasileira.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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