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Memorial vivo: cinzas dos Mamonas Assassinas vão germinar em árvores 30 anos após a tragédia

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Um memorial que transforma saudade em vida

Trinta anos após o acidente aéreo que interrompeu de forma trágica a trajetória dos Mamonas Assassinas, as famílias dos músicos inauguraram nesta segunda-feira (2) um memorial ecológico no Cemitério Primaveras, em Guarulhos.

O espaço marca uma nova etapa na preservação da memória da banda: parte das cinzas dos cinco integrantes foi depositada junto a sementes de jacarandá, que passarão por um processo de incubação antes de serem plantadas definitivamente no memorial.

Cinco árvores, cinco histórias

Cada jacarandá representará um integrante:

As urnas individuais, identificadas com fotos e nomes, foram colocadas em um centro de incubação preparado para o cultivo das mudas. O período estimado para germinação é de 12 a 24 meses.

A cerimônia foi reservada às famílias e contou com música ao vivo em homenagem ao grupo. Cada parente leu um texto antes da colocação das urnas.

A proposta é transformar o espaço em um “memorial vivo”, unindo natureza, tecnologia e lembrança afetiva.

Brasília amarela e tecnologia

Na frente do memorial está exposta uma réplica da famosa Brasília amarela, símbolo eterno da irreverência da banda. Atrás do novo espaço permanecem os túmulos originais dos músicos.

O projeto prevê totens interativos e recursos digitais que permitirão aos visitantes acompanhar o crescimento das árvores em tempo real, além de acessar clipes, entrevistas e registros históricos do grupo.

A visitação será gratuita, segundo os organizadores.

Jaqueta intacta emociona familiares

Durante a exumação realizada em fevereiro, uma descoberta chamou atenção: uma jaqueta vermelha de nylon encontrada intacta sobre o caixão de Dinho. Também foi localizado um ursinho de pelúcia em bom estado sobre o caixão de Bento.

Especialistas explicaram que o nylon, por ser derivado de plástico, pode levar até 200 anos para se decompor, o que explica a conservação da peça.

A jaqueta deve ser encaminhada para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos. Já o ursinho será exposto no próprio memorial.

Um espaço de encontro e memória

O memorial faz parte do projeto Jardim BioParque Memorial Mamonas, idealizado em parceria com o grupo gestor do cemitério e aprovado pelas famílias.

A cidade de Guarulhos, berço da banda e segundo município mais populoso de São Paulo, deve integrar o espaço à sua rota cultural permanente.

Além do memorial, familiares estudam a criação de um museu dedicado ao grupo e a ampliação das ações do Instituto Mamonas Assassinas, que desenvolve projetos sociais.

Trinta anos depois

O legado dos Mamonas segue vivo na memória coletiva do país. Com humor irreverente e letras marcantes, o grupo conquistou o Brasil em poucos meses e se tornou fenômeno cultural nos anos 1990.

Agora, três décadas após a despedida inesperada, a homenagem ganha raízes “literalmente” transformando cinzas em árvores que prometem crescer junto com a história que ajudaram a construir.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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