CentroesteNews
07/01/2026
Mato Grosso avançou de forma significativa no cenário socioeconômico nacional e passou a ocupar a segunda posição entre os estados com menor desigualdade de renda do país, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O Estado subiu uma colocação em relação ao levantamento anterior e agora fica atrás apenas de Santa Catarina, líder do indicador.
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A desigualdade de renda integra o pilar de Sustentabilidade Social, um dos mais relevantes da pesquisa, no qual Mato Grosso aparece na 9ª colocação nacional. O resultado reflete um conjunto de fatores estruturais que têm moldado o desempenho estadual nos últimos anos, com destaque para a força do agronegócio, a atração de investimentos e a ampliação das cadeias agroindustriais.
A economia aquecida contribui para uma das menores taxas de desemprego do país, além de reduzir a dependência de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Esse ambiente favorece maior circulação de renda e amplia as oportunidades no mercado de trabalho, impactando diretamente os indicadores de desigualdade.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho confirma que o crescimento econômico tem caminhado junto com políticas de inclusão. Segundo ele, a competitividade está diretamente ligada à sustentabilidade social, já que a redução das vulnerabilidades fortalece o capital humano e amplia o mercado consumidor. O secretário destaca ainda os avanços em educação, qualificação profissional e a atuação do Sistema S (como Senac, Senar e Senai) como elementos centrais nesse processo.
No resultado geral do ranking, Mato Grosso manteve a 10ª posição nacional, considerando os dez pilares avaliados: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
O Estado também se destaca em áreas estratégicas. Ocupa o 3º lugar em solidez fiscal, ao lado de Espírito Santo e Maranhão, desempenho sustentado por equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal e boa capacidade de investimento. Esse cenário fortalece a credibilidade institucional, amplia o espaço para investimentos públicos e cria um ambiente favorável à iniciativa privada.
Outro ponto de liderança é o volume de crédito, no qual Mato Grosso aparece em 1º lugar nacional. O indicador mede o acesso a financiamento para empresas e consumidores, fator essencial para dinamizar a economia, estimular o consumo e sustentar o crescimento de longo prazo. O Estado também figura entre os primeiros colocados em capital humano e potencial de crescimento da força de trabalho, reforçando perspectivas positivas para os próximos anos.
A metodologia do ranking vai além da renda e avalia aspectos como saúde, moradia, saneamento básico, proteção à infância e promoção do trabalho decente. O objetivo é medir a capacidade dos estados de criar condições reais para a autonomia da população e garantir o acesso efetivo aos direitos fundamentais.
O desempenho de Mato Grosso sinaliza que competitividade econômica e redução das desigualdades não são caminhos opostos, mas complementares quando acompanhados de gestão fiscal responsável, investimentos em qualificação e políticas públicas estruturantes.