CentroesteNews
24/05/2025
Anna Vitória Bispo
Mato Grosso será oficialmente reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação, o mais alto status sanitário concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A certificação será entregue no dia 29 de maio, em Paris, durante a 92ª Assembleia Mundial da entidade.
? Marco histórico
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Fim de mais de 40 anos de luta contra a doença;
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Último caso de febre aftosa no estado foi registrado em 1996;
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Em 2001, MT já havia sido reconhecido como livre da doença com vacinação.
Hoje, o estado tem o maior rebanho bovino do Brasil, com 33 milhões de cabeças.
? Avanço para o agronegócio
A certificação:
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Abre mercados premium, como Japão e Coreia do Sul;
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Valoriza o rebanho bovino e suíno;
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Aumenta a competitividade internacional de MT;
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Deve impulsionar ainda mais as exportações, que somaram US$ 2,1 bilhões em carne bovina em 2023.
? Esforço conjunto
O reconhecimento é resultado de décadas de trabalho envolvendo:
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Governo estadual;
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Indea, FESA-MT, Acrimat, Famato, Imac, Acrismat;
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Produtores rurais e entidades sanitárias.
? Desafios pós-certificação
Com o fim da vacinação, o foco será:
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Reforçar a vigilância ativa;
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Agir rapidamente diante de qualquer ameaça;
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Manter o status sanitário com controle rigoroso.
“Sem vacinação, a atenção deve ser redobrada. A vigilância é nosso principal escudo”, alerta Ana Schmidt, veterinária do Indea.
? Livro registra a jornada
A conquista está retratada na obra “Adeus ao Vírus – Erradicação da Febre Aftosa”, que conta a história da erradicação da doença em MT desde os anos 1970.