CentroesteNews
31/07/2025
Mais que samba, futebol ou feijoada, o cachorro caramelo vem se consagrando como um dos símbolos afetivos do Brasil nos últimos anos. Aproveitando essa referência popular, Organizações Não Governamentais (ONGs) e ativistas da causa animal têm intensificado campanhas de adoção de cachorros sem raça definida, os chamados vira-latas. Nesta quinta-feira (31), é celebrado o Dia do Vira-Lata, uma mobilização nacional voltada ao resgate e busca por novos lares para os pets mais humildes — e, muitas vezes, esquecidos.
Apesar da fama do vira-lata caramelo, milhares de animais domésticos ainda vivem nas ruas ou lotam abrigos precários. Segundo estudo do Instituto Pet Brasil, divulgado em 2024, cerca de 4,8 milhões de cães e gatos estavam em situação de vulnerabilidade no país, dos quais 2,88 milhões (60%) são cachorros. A maior parte vive sem acesso a alimentação regular, sem atendimento veterinário e longe de qualquer perspectiva de acolhimento.
Diante desse cenário, ONGs em todo o estado de Mato Grosso realizam mutirões de resgate, feiras de adoção, campanhas de doação e ações de conscientização para combater o abandono e os maus-tratos. Uma das iniciativas em destaque é o projeto Tampatinhas, com atuação em Cuiabá. O grupo financia castrações por meio da arrecadação de tampas plásticas e metálicas, e atualmente cuida de 47 animais, entre adultos e filhotes, que aguardam um lar.
A presidente da ONG, Kelly Rondon, reforça a importância da adoção responsável para a continuidade do projeto. “Não tem como a gente abrigar novos animais que precisam. É graças às adoções que conseguimos ajudar outros. Cada vez que um animal é comprado, você tira a oportunidade de um que já sofreu nas ruas”, afirma. Ela também alerta para os abusos cometidos em criadouros ilegais: “Muitos não seguem as normas e exploram os animais reprodutores, gerando sofrimento e abandono”.
Além da Tampatinhas, outras instituições cuiabanas e do interior também atuam diretamente na proteção e acolhimento de cães e gatos em situação de risco:
AAAC – Associação de Ajuda aos Animais de Cáceres
Há 11 anos atuando na cidade de Cáceres e região, a AAAC realiza bazares solidários, vendas de alimentos, rifas e participa de festivais sempre que possível para arrecadar fundos. A ONG cuida de dezenas de animais e mantém os atendimentos com ajuda de doações, que podem ser feitas via chave Pix 21450350000120. A associação é mantida por voluntários e destaca a importância do apoio comunitário para continuar o trabalho de resgate e adoção responsável.
Tampatinhas (Cuiabá)
Para adotar ou contribuir com o projeto, os interessados podem entrar em contato pelo número (65) 98116-9510. Também é possível doar pela vakinha online do grupo. Uma feira de adoção será realizada no dia 9 de setembro no Shopping Goiabeiras.
OPA-MT – Organização de Proteção Animal (Cuiabá)
A OPA-MT realiza resgates e mantém diversos animais disponíveis para adoção. Contato: (65) 9934-9151. Doações financeiras podem ser feitas via Pix 20.399.403/0001-62, que ajudam na compra de medicamentos, ração e despesas veterinárias.
Projeto Lunaar (Cuiabá)
Atualmente com 140 cães sob cuidado, o projeto divulga os animais disponíveis para adoção em seu Instagram e pelo telefone (65) 9246-5672. Metade dos bichos já está pronta para ir para um novo lar. Doações via Pix: 39.469.916/0001-20.
Bem-Estar Animal – Prefeitura de Cuiabá (DBEA)
Vinculado ao poder público municipal, o programa promove feiras de adoção e recebe denúncias de maus-tratos pelo WhatsApp (65) 9207-4318. Também oferece serviços gratuitos de castração.
APAM – Associação Mato-grossense Protetora dos Animais (Cuiabá)
Fundada em 1996, a associação conta com uma rede de voluntários e realiza ações solidárias para manter os cuidados com os animais. As doações podem ser feitas via Pix 01.819.063/0001-37. Os pets disponíveis para adoção são divulgados nas redes sociais da ONG.
A data simbólica do Dia do Vira-Lata reforça a necessidade de olhar com mais empatia para os milhões de animais invisíveis, que vivem à margem da sociedade. Em vez de comprar, adotar é uma escolha de solidariedade — e, muitas vezes, de salvação.