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Mães solo no Brasil recebem cerca de 40% menos que pais casados e enfrentam maior informalidade

Linha de produção de eletro eletrônicos da Semp Toshiba. Chão de fábrica. Indústria.
Manaus (AM) 27.10.2010 - Foto: José Paulo Lacerda
*** Local Caption *** Chão de fábrica da Semp Toshiba
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No Brasil, milhões de mulheres sustentam sozinhas suas famílias e enfrentam uma realidade marcada por desigualdade no mercado de trabalho. Estudos indicam que mães solo recebem, em média, cerca de 40% menos do que homens casados com filhos, além de estarem mais expostas à informalidade e a empregos de baixa remuneração.

De acordo com pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, aproximadamente 11 milhões de brasileiras vivem a experiência da maternidade sem um parceiro na criação dos filhos. Esse grupo enfrenta desafios que vão desde a dificuldade de conciliar trabalho e cuidado familiar até a falta de políticas públicas adequadas de apoio.

Pesquisa busca compreender realidade dessas mulheres

Uma das pesquisadoras dedicadas ao tema é Mariene Ramos, que estuda as condições de trabalho e renda das mães solo no país. A trajetória pessoal também influenciou sua escolha profissional: quando criança, ela acompanhava a própria mãe ajudando outras mulheres que criavam seus filhos sozinhas.

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Na vida adulta, Mariene também se tornou mãe solo e passou a investigar de forma mais aprofundada como essas mulheres vivem, trabalham e sustentam suas famílias.

Segundo os estudos conduzidos pela pesquisadora, mães solo enfrentam três obstáculos principais:

  • Menores salários em comparação com homens casados e mulheres sem filhos;

  • Maior presença na informalidade, sem direitos trabalhistas;

  • Concentração em atividades domésticas ou de cuidado, historicamente menos valorizadas.

Desigualdade estrutural

A situação das mães solo reflete desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro. Muitas delas precisam aceitar empregos informais ou com jornadas flexíveis para conseguir cuidar dos filhos, o que reduz ainda mais a renda e a estabilidade financeira.

Além disso, a ausência de creches públicas suficientes e políticas de apoio à maternidade dificulta a permanência dessas mulheres em empregos formais ou em cargos de maior remuneração.

Especialistas apontam que o fortalecimento de políticas públicas  (como ampliação da oferta de creches, programas de transferência de renda e incentivo à formalização do trabalho) pode contribuir para reduzir essas desigualdades.

Tema ganha destaque no Dia Internacional da Mulher

A discussão sobre a realidade das mães solo ganha ainda mais visibilidade no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. A data é frequentemente utilizada para chamar atenção para desafios enfrentados por mulheres em diferentes áreas da sociedade, incluindo o mercado de trabalho e a divisão desigual das responsabilidades familiares.

Para pesquisadores e organizações sociais, reconhecer a realidade dessas mulheres é um passo importante para desenvolver políticas que garantam melhores condições de vida para elas e seus filhos.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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