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Lula elogia acordo entre EUA e China: “Tarda, mas não falha”

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CentroesteNews

14/05/2025

Anna Vitória Bispo

 

Durante visita oficial à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou o acordo firmado entre Estados Unidos e China para a redução de tarifas comerciais. As negociações, realizadas recentemente na Suíça, levaram os EUA a reduzir tarifas extras de 145% para 30% sobre produtos chineses, enquanto a China diminuiu suas taxas de 125% para 10% sobre bens norte-americanos.

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“É uma demonstração de que tudo seria mais fácil se os EUA tivessem conversado antes com a China. Tarda, mas não falha”, declarou Lula em entrevista em Pequim nesta terça-feira (13).

Ele defendeu o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC) como fórum principal para negociações comerciais, criticando ações unilaterais que afetam a economia global.


Defesa do multilateralismo e reforma global

Lula também reforçou a necessidade de uma nova governança global, com mais protagonismo da ONU e ações efetivas para conter a crise climática.

“Sem a ONU forte, o clima continuará sendo tratado como secundário. Decisões são tomadas nas COPs, mas nada acontece”, criticou.

Ele destacou a importância da parceria com a China e do papel dos Brics, grupo que o Brasil presidirá na cúpula de julho no Rio de Janeiro. Lula disse querer “mudar o eixo da geopolítica mundial” a partir do encontro.


Regulação das redes sociais e TikTok

Ao ser questionado sobre os efeitos negativos das redes sociais — tema discutido com o presidente Xi Jinping — Lula revelou ter solicitado o envio de um representante chinês ao Brasil para debater a regulação, especialmente do TikTok.

A primeira-dama, Janja da Silva, também falou durante o jantar com Xi, alertando para os ataques virtuais contra mulheres e crianças. Lula se irritou com o vazamento da conversa, considerada reservada:

“Minha mulher não é cidadã de segunda classe. Ela entende mais de direito digital do que eu”, afirmou.

Segundo ele, Xi Jinping respondeu que o Brasil tem todo o direito de regulamentar suas plataformas digitais. Lula reforçou que o país não pode continuar “sem controle sobre os abusos cometidos nas redes”.

 

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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