CentroesteNews
19/01/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o recém-criado Conselho de Paz, iniciativa internacional que terá como foco principal a reconstrução da Faixa de Gaza. Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou oficialmente sobre o convite, e a decisão brasileira ainda está em aberto.
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Segundo diplomatas ouvidos nos bastidores, existem questões pendentes que precisam ser avaliadas antes de uma resposta formal do Brasil. Entre elas, estariam o escopo real do conselho, o grau de autonomia dos integrantes e os impactos políticos e diplomáticos da participação brasileira em um organismo liderado diretamente pela Casa Branca.
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Além de Lula, o grupo reúne nomes de peso da política internacional. Foram convidados o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, o ex-premier canadense Mark Carney, o senador americano Marco Rubio e o presidente da Argentina, Javier Milei. Nesta segunda-feira (19), também foi anunciado que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu convite para integrar o colegiado, ampliando o peso geopolítico e, ao mesmo tempo, a complexidade do conselho.
A composição heterogênea do Conselho de Paz indica uma tentativa de Trump de reunir lideranças com visões políticas distintas para discutir o futuro de Gaza no pós-conflito. A eventual participação simultânea de líderes como Lula e Putin, por exemplo, pode transformar o fórum em um espaço de disputas diplomáticas, além de cooperação.
No caso do Brasil, a decisão envolve não apenas a política externa tradicionalmente voltada ao multilateralismo e à defesa de soluções negociadas para conflitos internacionais, mas também o cálculo interno sobre os custos e benefícios de associar o país a uma iniciativa diretamente vinculada ao governo norte-americano. Enquanto isso, a expectativa é que o Planalto se pronuncie nos próximos dias, à medida que os termos do convite sejam melhor esclarecidos.