O Oriente Médio vive mais um capítulo de extrema tensão com o anúncio de Israel, nesta quinta-feira, de que teria eliminado Alireza Tangsiri, o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, em um bombardeio preciso. A notícia, que ainda aguarda confirmação de Teerã, é um golpe significativo em um momento já delicado, especialmente porque Tangsiri era apontado como o principal responsável pelo bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, uma artéria vital por onde flui cerca de 20% do petróleo mundial, e que tem pressionado os preços globais desde o início do conflito entre Israel e EUA contra o Irã.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou em vídeo que a operação noturna foi “letal” e resultou na morte de Tangsiri e outros oficiais de alto escalão do comando naval. O Exército israelense detalhou que Tangsiri, conhecido por suas ameaças constantes aos EUA e por compartilhar ações no Golfo Pérsico nas redes sociais, era a figura central por trás do fechamento do Estreito de Ormuz e de ataques a petroleiros e navios comerciais na região, ações que, segundo eles, “prejudicaram diretamente a Economia global”. O bombardeio, ocorrido em Bandar Abbas, no sul do Irã, também teria vitimado Behnam Rezaei, o chefe do departamento de Inteligência da Marinha da Guarda, que Israel descreve como uma autoridade crucial na inteligência marítima iraniana. Essa ação se alinha a uma série de eliminações de figuras iranianas de destaque, executadas por Israel e EUA desde o início da guerra, aprofundando o cenário de instabilidade e confrontos velados na região.