O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor do líder supremo do Irã será considerado alvo caso mantenha ameaças contra o Estado israelense. A declaração ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, cuja cerimônia de despedida teve início hoje em Teerã.
“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel (…) será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda”, declarou Katz nas redes sociais.
Sucessão ainda indefinida
A escolha do novo líder supremo será feita pela Assembleia de Peritos, composta por 88 líderes religiosos xiitas (aiatolás). O órgão é responsável por nomear e supervisionar o líder máximo da República Islâmica.
Na terça-feira (3), Israel realizou um ataque na cidade de Qom, onde a Assembleia costuma se reunir. Segundo autoridades israelenses, todos os 88 aiatolás estariam presentes no local. Já a mídia estatal iraniana afirmou que o prédio foi evacuado previamente e que não houve vítimas entre os líderes religiosos. Até o momento, não há confirmação independente sobre mortos ou feridos.
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Enquanto o sucessor não é definido, o aiatolá Alireza Arafi foi designado para exercer comando interino, ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, que integram o conselho temporário de liderança.
Cerimônia de despedida
O funeral de Ali Khamenei começou nesta quarta-feira (4), às 15h30 (horário de Brasília), no complexo de orações Imam Khomeini, em Teerã. A cerimônia deve durar três dias. O sepultamento está previsto para ocorrer em Mashhad, cidade natal do líder religioso.
Escalada de tensão
A ameaça pública de Israel contra o futuro líder iraniano eleva o nível de tensão no Oriente Médio e amplia a preocupação internacional quanto a uma possível escalada militar direta entre os dois países.
Especialistas em relações internacionais avaliam que a sucessão no Irã pode redefinir o equilíbrio político e estratégico da região, sobretudo diante das declarações firmes de Tel Aviv e da instabilidade gerada pelo recente ataque em Qom.




