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Irã nega ultimato de Trump, mas inicia negociações nucleares com os EUA

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O governo do Irã negou nesta segunda-feira (2) ter recebido qualquer tipo de “ultimato” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para firmar um acordo nuclear. Apesar da negativa, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ordenou o início das negociações com Washington, conforme relatos da agência estatal Fars e de fontes internas do governo. O anúncio surge em um contexto de tensões crescentes entre os dois países, com mediação de líderes árabes para estabelecer canais de diálogo e buscar a redução da escalada.

Durante uma coletiva de imprensa, Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, esclareceu que, embora o país esteja disposto a negociar de forma aberta e honesta, nunca aceita imposições ou ameaças. Essa postura, segundo ele, reforça a seriedade e a soberania do Irã em seus processos diplomáticos, mesmo diante da crescente pressão norte-americana, que incluiu o envio de 10 navios de guerra ao Oriente Médio nas últimas semanas.

Entre os esforços de mediação, países vizinhos estão auxiliando na troca de mensagens entre Teerã e Washington, com as discussões focando em pontos delicados do programa nuclear iraniano. Baghaei destacou que o formato das tratativas está em fase final de definição, com expectativa de que os contatos sejam formalizados nos próximos dias.

De acordo com a agência semioficial Tasnim, a negociação contará com importantes figuras diplomáticas, como o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, e o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Entretanto, data e local para o encontro ainda não foram divulgados.

Em contrapartida, Donald Trump afirmou no domingo estar confiante em um desfecho positivo: “Esperamos alcançar um acordo. Mas, se isso não for possível, veremos quais opções restam.” A declaração, apesar de carregada de otimismo, mantém uma ameaça velada de ações mais contundentes caso os diálogos falhem.

O cenário ainda é incerto, mas indica a possibilidade de uma reaproximação entre os dois países após anos de rivalidade e conflitos diplomáticos. Enquanto isso, o mundo observa atentamente os desdobramentos dessa complexa e delicada tentativa de negociação.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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