O governo do Irã iniciou a preparação de covas para o sepultamento de 168 alunas que teriam morrido após um bombardeio que atingiu uma escola exclusiva para meninas na cidade de Minab, no sul do país, no último sábado (28/2). Segundo autoridades iranianas, o ataque foi realizado por forças de Israel e dos Estados Unidos, no contexto da escalada militar em curso na região.
Imagens aéreas divulgadas pela imprensa local mostram o terreno sendo preparado para o enterro coletivo das estudantes. A tragédia gerou comoção nacional e ampliou a tensão internacional em torno do conflito.
De acordo com dados da Sociedade do Crescente Vermelho no Irã (IRCS), ao menos 176 crianças morreram desde o início dos ataques no sábado, e o número total de vítimas no país já chega a 787 mortos. Os dados foram divulgados por autoridades iranianas e ainda aguardam confirmação independente de organismos internacionais.
Crise política após morte de líder supremo
No mesmo dia do ataque, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria sido morto em bombardeios. Com isso, o país passou a ser comandado interinamente pelo aiatolá Alireza Arafi, até que a sucessão seja definida.
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A escolha do novo líder cabe à Assembleia dos Peritos, composta por 88 aiatolás responsáveis por eleger o líder supremo do país. Nesta terça-feira, o colegiado também teria sido alvo de ataques, segundo informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). Até o momento, não há confirmação oficial sobre mortos ou feridos entre os religiosos.
Repercussão internacional
A suposta morte de centenas de civis, incluindo estudantes, aumenta a pressão diplomática sobre os envolvidos no conflito. Organizações humanitárias reforçam a necessidade de proteção a alvos civis, especialmente escolas e hospitais, conforme estabelecem convenções internacionais.
Enquanto isso, a escalada militar mantém o cenário de instabilidade no Oriente Médio, com impactos humanitários e políticos ainda imprevisíveis.




