CentroesteNews
09/01/2026
Mais Lidas
O ano de 2025 trouxe um marco significativo para a economia brasileira: pela primeira vez desde 2019, a inflação fechou dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulando 4,26% ao longo do ano, o resultado ficou abaixo do teto de 4,5% permitido pela meta, representando também um feito inédito na gestão do atual governo.
📲 Receba as notícias direto no seu WhatsApp! Participe do grupo Centroeste News clicando aqui!
Esse resultado alivia a pressão sobre o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo, que pela primeira vez não terá que justificar a inflação fora do parâmetro ao final de um ano. A política de elevação da Selic para 15% — o maior índice desde 2006 — foi vista como o principal fator de controle no cenário inflacionário. Ainda assim, um mercado de trabalho aquecido e a aceleração nos preços de serviços, que subiram de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, exigem atenção nos próximos meses.
A alimentação, responsável por grande parte do alívio no IPCA, desacelerou significativamente, caindo de 7,69% em 2024 para 2,95% neste ano. Alimentos básicos, como arroz e leite longa-vida, registraram fortes recuos de 26,56% e 12,87%, respectivamente, impulsionados por condições climáticas favoráveis e safras abundantes. No entanto, a energia elétrica se destacou como principal pressão, com alta de 12,31% devido a reajustes tarifários e prevalência das bandeiras amarelas e vermelhas.
O IPCA de dezembro, por sua vez, também marcou um melhor desempenho desde 2018, com variação de 0,33%. Economistas ainda alertam sobre os desafios futuros para manter a inflação controlada, destacando que o desemprego em níveis historicamente baixos pode dificultar o controle dos serviços e sustentar pressões inflacionárias no médio prazo. O resultado de 2025 sinaliza um avanço relevante, mas o equilíbrio econômico ainda depende de passos consistentes nos próximos anos.