O mercado financeiro teve um dia de forte recuperação nesta segunda-feira (23), impulsionado por sinais de alívio nas tensões internacionais. O Ibovespa avançou 3,24% e fechou aos 181.932 pontos, enquanto o dólar caiu 1,29%, sendo cotado a R$ 5,24.
O principal fator por trás desse movimento foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar possíveis ataques a instalações energéticas do Irã.
Petróleo despenca
A sinalização de trégua teve impacto imediato no mercado de energia. O petróleo tipo Brent caiu mais de 11%, fechando a US$ 99,72 o barril, após ter atingido US$ 113 recentemente.
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Já o West Texas Intermediate (WTI) recuou 9,70%, encerrando o dia a US$ 88,70.
A queda do petróleo reduz pressões inflacionárias globais e melhora as perspectivas para economias emergentes, como o Brasil.
Reação global positiva
O otimismo se espalhou pelos mercados internacionais. Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta, com destaque para o Nasdaq e o Dow Jones.
Na Europa, bolsas como o CAC 40 (França) e o DAX (Alemanha) também registraram ganhos. Já na Ásia, onde os mercados fecharam antes do anúncio, o dia foi de queda generalizada.
Fatores internos também influenciam
No Brasil, o noticiário político também ajudou a movimentar o mercado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou recentemente que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia.
O tema reacende discussões sobre o papel do Estado no setor de combustíveis, especialmente em um cenário de volatilidade nos preços internacionais.
Cenário ainda é incerto
Apesar da euforia nos mercados, o cenário geopolítico segue instável. Enquanto Trump afirma que há negociações em andamento, autoridades iranianas negam qualquer diálogo.
A situação continua sendo monitorada de perto por investidores, já que qualquer nova escalada pode reverter rapidamente o humor do mercado.