O crescimento acelerado da inteligência artificial já começa a acender um alerta importante nos Estados Unidos: a possibilidade de falta de energia para sustentar essa nova era tecnológica.
O aviso foi feito por Ruth Porat, presidente e diretora de investimentos da Alphabet Inc., durante a conferência CERAWeek, realizada em Houston.
“Estamos preocupados com o fato de não estarmos a todo vapor em termos de energia”, afirmou a executiva, destacando que a expansão da geração elétrica pode não acompanhar o ritmo da demanda impulsionada pela IA.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
Consumo crescente de energia
O avanço de sistemas de inteligência artificial exige estruturas robustas de processamento, especialmente os chamados data centers, grandes instalações que armazenam e processam enormes volumes de dados.
Essas estruturas consomem quantidades significativas de eletricidade, o que tem levado empresas de tecnologia a buscar soluções próprias para garantir fornecimento contínuo.
Google aposta em energia própria
Para enfrentar esse desafio, a Alphabet Inc. vem adotando estratégias pouco comuns no setor de tecnologia.
Entre as iniciativas estão:
- Compra de uma empresa do setor elétrico;
- Investimentos em reatores nucleares avançados;
- Contratos de “resposta à demanda”, que permitem reduzir o consumo em momentos críticos.
Em um dos projetos, a empresa firmou parceria com a NextEra Energy para reativar uma usina nuclear no estado de Iowa, cuja energia será direcionada aos seus centros de dados.
Impacto além da tecnologia
Especialistas avaliam que o avanço da inteligência artificial pode transformar não apenas o mercado digital, mas também a matriz energética global.
A necessidade de ampliar a geração de energia, inclusive com fontes alternativas e nucleares, pode se tornar um dos principais desafios da próxima década.
O que está em jogo
O alerta da executiva reforça uma preocupação crescente: o futuro da inteligência artificial depende diretamente da capacidade dos países de sustentar sua infraestrutura energética.
Sem isso, o avanço tecnológico pode encontrar um limite físico, a falta de energia.