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Haddad avança cooperação anticrime com os Estados Unidos para rastrear armas e dinheiro de facções

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CentroesteNews

04/12/2025

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou nesta quinta-feira (4) que o Brasil está estruturando uma proposta formal para ampliar a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. A iniciativa ganhou força após uma reunião com o encarregado de Negócios da embaixada norte-americana, Gabriel Escobar, que hoje responde pela missão diplomática no país.

No encontro, Haddad relatou que o governo brasileiro reuniu documentos e relatórios que devem ser encaminhados aos EUA nos próximos dias. O objetivo é consolidar uma ação conjunta capaz de atingir o crime organizado em suas bases financeiras e logísticas, indo além das operações policiais de rotina.

O ministro afirmou que há indícios consistentes de que armas produzidas em território norte-americano — especialmente fuzis — chegam ilegalmente ao Brasil e passam a abastecer facções, alimentando disputas violentas e fortalecendo redes criminosas. Ele citou que a ausência de inspeções rigorosas no envio de cargas, como a falta de escaneamento obrigatório de contêineres, facilita o trânsito de produtos que entram no país sem qualquer registro ou declaração formal.

Haddad também destacou que organizações criminosas brasileiras utilizam empresas e fundos sediados nos EUA para lavar dinheiro, num ciclo que começa no crime, atravessa fronteiras e retorna ao Brasil como supostos investimentos. Para ele, enfrentar esse fluxo exige articulação direta entre os dois países, com troca de informações financeiras e monitoramento transnacional.

A conversa com Escobar buscou justamente destravar essa agenda. Segundo Haddad, a estratégia é combater o crime “de cima para baixo”, acompanhando o caminho do dinheiro e das armas que sustentam facções inteiras. Essa abordagem, segundo ele, complementa o trabalho das forças de segurança brasileiras e amplia a capacidade do Estado de enfraquecer as organizações criminosas.

O ministro disse ainda que aguarda, para os próximos dias, uma proposta formal dos Estados Unidos com diretrizes para compartilhamento de dados e mecanismos de cooperação mais rápida entre autoridades brasileiras e norte-americanas. A Embaixada dos EUA informou que não comenta o conteúdo de reuniões privadas, mas confirmou que o encontro ocorreu.

A expectativa do governo brasileiro é de que essa parceria represente um avanço estratégico no combate ao crime organizado, especialmente no rastreamento de armamentos e no bloqueio de estruturas internacionais de lavagem de dinheiro.

 

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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