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Haddad alerta sobre o caso Master: ‘Maior fraude da história do Brasil?

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CentroesteNews

13/01/2026

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou nesta terça-feira (13) total apoio institucional ao Banco Central no processo de liquidação do Banco Master. Durante conversa com a imprensa, Haddad não economizou elogios ao trabalho do presidente do BC, Gabriel Galípolo, ressaltando a solidez técnica da atuação da autoridade monetária e afirmando que o caso pode ser a maior fraude bancária da história do Brasil.

Para Haddad, o caso exige extrema cautela e transparência, pois não apenas representa um problema grave no setor financeiro, mas também envolve recursos de bancos públicos. Ele destacou que, embora o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) seja privado, sua composição inclui aportes de instituições como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que juntos somam cerca de um terço dos recursos do fundo, ampliando o impacto do caso para o interesse público.
O ministro também mencionou a estreita relação com Gabriel Galípolo e o trabalho conjunto entre Fazenda e Banco Central, reforçando a preocupação com a gravidade dos envolvidos no caso que ultrapassa a esfera privada. Ao citar o caso Reag, que também está sendo monitorado pela Operação Carbono Oculto por suspeitas de lavagem de dinheiro, Haddad pontuou a conexão entre as investigações e a necessidade de rigor na apuração dos fatos.

Em uma tentativa de resolver as tensões entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU), Haddad revelou ter mantido diálogo com o presidente do TCU, Vital do Rêgo. Após divergências iniciais sobre a inspeção dos documentos da liquidação, um acordo foi estabelecido. O TCU poderá fiscalizar o processo sem comprometer a atuação da autoridade monetária ou abrir margens para defesas inadequadas por parte dos acionistas do Banco Master.

O Banco Master entrou em liquidação em novembro do ano passado devido a uma severa crise de liquidez, segundo o Banco Central, que confirmou ainda a investigação federal sobre a venda de carteiras de crédito no valor de R$ 12 bilhões para o BRB, em Brasília. Para Haddad, o avanço na convergência entre órgãos envolvidos traz esperança de que o caso será conduzido na direção correta, envolvendo um trabalho firme e em defesa do interesse público.
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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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