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Guerra no Oriente Médio derruba Bolsa brasileira e dólar dispara a R$ 5,26

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O avanço do conflito no Oriente Médio e a divulgação de dados mais fracos da economia brasileira provocaram um dia de forte turbulência no mercado financeiro. O Ibovespa caiu mais de 3% nesta terça-feira (3), enquanto o dólar disparou e fechou a R$ 5,2645.

A moeda norte-americana subiu 1,91% no dia, chegando a bater R$ 5,34 na máxima da sessão. Já o principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão com queda de 3,04%, aos 183.560 pontos, acompanhando o movimento negativo das bolsas globais.

Na véspera, o cenário era oposto: o dólar havia fechado em alta moderada, a R$ 5,1642, e a bolsa subira 0,28%, impulsionada principalmente pelas ações da Petrobras.

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Petróleo em alta e medo de crise prolongada

A tensão aumentou após novos bombardeios entre Israel e Irã e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a continuidade dos ataques.

O Irã também anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A ameaça elevou os preços da commodity e ampliou o temor de desabastecimento global.

O barril do petróleo tipo Brent subiu mais de 5%, sendo negociado acima de US$ 82, no início do ano, estava próximo de US$ 60. Apesar de a alta do petróleo normalmente favorecer empresas do setor, nem isso foi suficiente para sustentar o mercado brasileiro diante do clima de aversão ao risco.

Investidores adotaram uma postura defensiva: venderam ações e buscaram proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar.

PIB desacelera e reforça cautela

No cenário doméstico, os dados do IBGE mostraram que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025 — abaixo dos 3,4% registrados em 2024 e o menor avanço em cinco anos.

Embora tenha sido o quinto ano consecutivo de crescimento, o resultado indica desaceleração. No quarto trimestre, a alta foi de apenas 0,1%, sinalizando praticamente estagnação no fim do ano.

A agropecuária foi o principal motor da economia, com crescimento de 11,7%, puxado por safras recordes. Serviços avançaram 1,8% e a indústria teve alta de 1,4%.

Além disso, o mercado também acompanhou falas de dirigentes do Federal Reserve, atentos aos possíveis impactos da alta do petróleo sobre a inflação e os juros nos Estados Unidos.

Bolsas pelo mundo

A aversão ao risco foi global. Em Nova York, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq Composite operaram em queda.

Na Europa, o índice STOXX 600 recuou mais de 3%, enquanto mercados asiáticos também fecharam no vermelho.

O receio é que um conflito prolongado eleve os custos de energia, pressione a inflação global e mantenha os juros altos por mais tempo, combinação que reduz o apetite por investimentos mais arriscados, como ações de mercados emergentes.

O que isso significa para o brasileiro?

A alta do dólar pode pressionar preços de produtos importados e combustíveis, enquanto a queda da bolsa afeta principalmente investidores e fundos de previdência.

Mesmo com crescimento econômico, a sensação de aperto no orçamento permanece para muitas famílias, especialmente em um cenário de juros elevados e inflação ainda sensível a choques externos.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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