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Gripe é a principal causa de mortes por SRAG em idosos, alerta Fiocruz

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CentroesteNews

16/05/2025

Anna Vitória Bispo

 

O vírus da influenza A, causador da gripe, tornou-se a principal causa de morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre idosos no Brasil. O alerta foi feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (15). A gripe também figura entre as três principais causas de óbitos por SRAG em crianças.

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Segundo o relatório, houve um aumento nas hospitalizações por influenza A em diversas regiões do país, com níveis moderados a altos de incidência nos estados do Centro-Sul, Norte e Nordeste. Já em alguns estados do Centro-Oeste e Sudeste, os casos de SRAG em crianças pequenas — causados principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — mostram sinais de desaceleração.

Apesar disso, a pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, ressalta que ainda é cedo para relaxar os cuidados, pois a incidência de casos segue em níveis altos ou moderados. Ela também destaca que a mortalidade por SRAG entre crianças pequenas já se aproxima da observada em idosos.

Entre os idosos, a principal causa de morte por SRAG é a influenza A, seguida pela Covid-19. Em crianças pequenas, o VSR lidera, seguido pelo rinovírus e também pela influenza A.

Vacinação e prevenção

A Fiocruz reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades. “A vacina é a forma mais eficaz de evitar hospitalizações e mortes”, afirma Tatiana Portella. Ela também recomenda o uso de máscaras em unidades de saúde, locais com aglomeração e sempre que surgirem sintomas gripais.

Cenário nacional

O boletim aponta aumento de casos de SRAG tanto nas tendências de curto (últimas 3 semanas) quanto de longo prazo (últimas 6 semanas). O crescimento está relacionado ao VSR em crianças pequenas e à influenza A entre jovens, adultos e idosos.

Atualmente, 15 dos 27 estados brasileiros estão em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas hospitalizações por SRAG:

  • Com sinal de aumento: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

  • Sem crescimento, mas em nível de alerta: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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