CentroesteNews
14/03/2025
Anna Vitória Bispo
O assassinato de Emilly Azevedo Sena, uma jovem grávida de 16 anos, chocou Cuiabá. Na manhã desta quinta-feira (13), Nataly Helen Martins Pereira, de 25 anos, confessou informalmente ter cometido o crime, mas sem revelar detalhes sobre possíveis cúmplices. O corpo de Emilly foi encontrado enterrado em uma cova rasa dentro da casa de um dos suspeitos, no bairro Jardim Florianópolis.
Para a polícia, a versão de Nataly não convence. O delegado Caio Albuquerque afirmou que é difícil acreditar que ela tenha agido sozinha. Além dela, estão sob investigação seu companheiro, Christian Albino Cebalho de Arruda, seu irmão e outro homem que estava na casa no momento do crime.
Nataly foi presa na noite de quarta-feira (12) ao procurar atendimento no Hospital Santa Helena, alegando ter dado à luz em casa. No entanto, a perícia apontou que Emilly foi asfixiada e teve o bebê retirado do ventre com um objeto cortante. Ferramentas, incluindo facas, foram apreendidas no local.
Imagens de segurança mostram Emilly chegando ao imóvel sem demonstrar desconfiança, acreditando que receberia doações de roupas. Após entrar, nunca mais foi vista saindo. A polícia suspeita que tudo foi premeditado e que os envolvidos podem responder por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
A criança sobreviveu e está sob cuidados médicos. O caso levanta preocupações sobre crimes ligados ao tráfico de pessoas e a necessidade urgente de esclarecer o que realmente aconteceu.