O governo federal anunciou a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel como forma de minimizar os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional. A medida foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e busca reduzir o impacto da crise energética provocada pelo conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira.
Segundo Haddad, com a retirada dos tributos federais, o preço do litro do diesel deverá registrar queda de aproximadamente R$ 0,64 nas refinarias. A expectativa do governo é que essa redução ajude a aliviar pressões inflacionárias e diminua os custos do transporte de cargas e passageiros no país.
Impacto da crise internacional
A decisão ocorre em meio à escalada da tensão geopolítica no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo no mercado global. O conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã tem provocado instabilidade nas rotas energéticas internacionais e gerado preocupação entre governos e mercados.
Um dos pontos críticos da crise é o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo. O fechamento da passagem aumenta o risco de escassez da commodity e pressiona os preços internacionais.
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Efeito na economia brasileira
No Brasil, o diesel tem papel estratégico na economia, pois é o principal combustível utilizado no transporte rodoviário de cargas. Qualquer variação significativa no preço impacta diretamente o custo de alimentos, produtos industriais e serviços.
A redução dos tributos federais busca justamente amortecer esses efeitos e evitar um repasse imediato da alta do petróleo para os consumidores.
Especialistas apontam, porém, que o efeito final no preço pago pelo motorista dependerá de fatores como o valor internacional do petróleo, a taxa de câmbio e a política de preços da Petrobras.
Medida emergencial
Integrantes da equipe econômica classificam a decisão como uma medida emergencial diante do cenário internacional incerto. O governo também monitora possíveis impactos adicionais da crise energética, incluindo reflexos na inflação e no crescimento econômico.
Caso a instabilidade no mercado global de petróleo se prolongue, novas medidas de compensação poderão ser avaliadas para reduzir os efeitos sobre a economia brasileira.