CentroesteNews
08/12/2025
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O governo federal está finalizando um relatório próprio que propõe o fim da tradicional escala 6×1, modelo no qual o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um. A medida, articulada pelo Planalto, sugere a adoção gradativa de uma jornada 5×2, com limite de 40 horas semanais, e reacende o debate sobre as condições de trabalho no país.
A proposta prevê uma transição em duas etapas: carga de 42 horas semanais a partir de 2027 e, finalmente, 40 horas semanais em 2028. Segundo interlocutores do governo, a iniciativa tem dois objetivos centrais: modernizar as relações de trabalho e reposicionar o Executivo como protagonista no debate trabalhista, algo considerado estratégico para o cenário político de 2026.
O relatório também veda reduções salariais e impede acordos individuais que flexibilizem direitos. A orientação é que mudanças só possam ser negociadas coletivamente, com participação de sindicatos representativos da categoria.
A equipe econômica defende que jornadas mais equilibradas tendem a reduzir adoecimentos, aumentar produtividade e gerar ambientes de trabalho mais seguros. A proposta, porém, deve enfrentar resistência de parte do setor empresarial, que teme aumento de custos operacionais e pressiona por mais flexibilidade.
O Planalto aposta que o texto reconstruirá um pacto trabalhista renovado, ampliando direitos sem comprometer o diálogo entre governo, empresas e trabalhadores. A expectativa é que o relatório seja apresentado antes do recesso legislativo.