CentroesteNews
15/01/2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (15) que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria sendo submetido a uma “técnica de tortura” durante o período em que permanece custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A acusação se refere, segundo o parlamentar, ao ruído constante de uma central de ar-condicionado instalada ao lado da cela ocupada pelo ex-chefe do Executivo.
Após visitar o pai, Flávio relatou que o barulho seria “enlouquecedor” e contínuo por cerca de 12 horas diárias, entre 7h e 19h. De acordo com ele, Jair Bolsonaro teria solicitado um abafador de ouvido para tentar amenizar o impacto do som, sem sucesso até o momento. “É inacreditável como, em um prédio desse tamanho, não há outra sala sem esse ruído”, declarou o senador.
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Em tom mais duro, Flávio Bolsonaro classificou a situação como uma forma deliberada de violação de direitos humanos. “Isso é técnica de tortura. Não existe uma palavra mais ‘fofinha’ para descrever o que estão fazendo com ele aqui”, afirmou, ao sugerir que o desconforto acústico estaria sendo usado como instrumento de pressão psicológica.
A declaração reacende o debate sobre as condições de custódia de presos em instalações da Polícia Federal, especialmente quando se trata de figuras públicas de grande projeção política. Especialistas em direitos humanos costumam apontar que ruídos excessivos e contínuos podem configurar tratamento degradante, dependendo da intensidade, da duração e da inexistência de justificativa técnica para o problema.
Até o momento, a Polícia Federal não se manifestou publicamente sobre a acusação nem sobre eventuais providências para mitigar o ruído no local citado. O caso também pode ampliar a tensão política em torno da situação jurídica do ex-presidente, já marcada por forte polarização e questionamentos sobre legalidade, garantias individuais e atuação das instituições.




