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Fim de ano marcado pela saidinha de Natal: 46 mil presos liberados, 2 mil desaparecidos

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CentroesteNews

12/01/2026

Mais de 46 mil presos de todo o Brasil receberam a liberdade temporária durante a tradicional saidinha de Natal no fim de 2025. Contudo, quase 2 mil deles não retornaram às penitenciárias, sendo considerados foragidos pelas autoridades. O percentual de evasões representa cerca de 4% do total de beneficiados pela medida temporária, que se aplica exclusivamente a detentos do regime semiaberto e com bom comportamento.

Os dados foram coletados junto a 15 estados e ao Distrito Federal, mas alguns locais, como Paraná e Rondônia, ainda não forneceram números completos das reapresentações. Minas Gerais optou por não divulgar nenhuma informação. Já em oito estados, incluindo Mato Grosso, Goiás e Pernambuco, não há a prática da saidinha, o que evitou a liberação de presos nessas regiões. Em meio aos dados coletados, o Tocantins foi o único estado onde 100% dos presos beneficiados — 177 ao todo — retornaram às cadeias.
Por outro lado, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia estão entre os estados que tiveram os maiores números de evasões. No Rio de Janeiro, 14% dos detentos não voltaram, destacando-se entre os casos o de Marco Aurélio Martinez, também conhecido como Bolado. Ele, que já tentou fugir da prisão em duas ocasiões, recebeu o benefício da saidinha e não retornou. O estado também registra que muitos dos foragidos são associados a facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigo dos Amigos (ADA).
Apesar da aprovação, em 2024, da lei que extingue as saidinhas em todo o país, o fato de a Constituição Federal vedar a aplicação de legislações mais rigorosas a crimes cometidos antes de sua promulgação continua a garantir o benefício a muitos presos. Especialistas apontam que, nos próximos anos, com avanços naturais no tempo, o impacto da nova regra será percebido progressivamente, reduzindo os números de beneficiados com a liberdade temporária.
Enquanto o tema aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), os casos como os da saidinha de 2025 continuam sob monitoramento das autoridades, que agora buscam recapturar os presos que não se reapresentaram. Ao mesmo tempo, o debate sobre os efeitos positivos e os riscos da liberdade temporária segue como um tema polêmico no sistema prisional brasileiro.

 

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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