A análise, pelo Superior Tribunal Militar (STM), dos pedidos de perda de postos e patentes de Jair Bolsonaro e de outros quatro militares condenados no julgamento da chamada trama golpista pode abrir caminho para mudanças no local onde atualmente cumprem prisão.
Hoje, o ex-presidente está custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. Já os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira estão detidos, respectivamente, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, e no Comando Militar do Planalto, em Brasília. A permanência em instalações militares ou policiais ocorre em razão da condição de militares da reserva e dos cargos anteriormente ocupados nas Forças Armadas.
Caso o STM acolha os pedidos apresentados pelo Ministério Público Militar e declare a perda dos postos e patentes, Bolsonaro e os demais militares poderão ser expulsos das Forças Armadas. Em tese, com a exclusão, deixaria de existir a prerrogativa que fundamenta a custódia em instalações militares, abrindo a possibilidade de transferência para presídio comum.
A decisão sobre eventual mudança de local de prisão caberá ao ministro relator do caso, que deverá avaliar as circunstâncias jurídicas e de segurança envolvidas.
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O Ministério Público Militar solicitou ao STM a perda dos postos e patentes de Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
Se o tribunal julgar procedentes as representações, a consequência prática será a exclusão definitiva dos quadros das Forças Armadas.
Além da possível mudança no regime de custódia, a expulsão também pode gerar reflexos financeiros. No âmbito militar, a exclusão é acompanhada do instituto conhecido como “morte ficta”, que equipara o militar expulso ao falecido para determinados efeitos administrativos.
Apesar disso, a legislação garante que dependentes, como cônjuges e filhos, mantenham o direito à pensão prevista para familiares. O tema, no entanto, integra debates mais amplos sobre reforma administrativa e revisão de benefícios, atualmente discutidos no Congresso Nacional.
A análise ocorre em um momento de forte tensão institucional, com desdobramentos políticos e jurídicos relevantes. A decisão do STM deverá considerar aspectos legais, disciplinares e constitucionais, além das implicações práticas relacionadas à execução penal.
O julgamento ainda não tem data definida para conclusão.