A polícia do Vale do Tâmisa confirmou a prisão de um homem na casa dos 60 anos por suspeita de má conduta no exercício de cargo público, em meio a uma investigação que envolve o envio de relatórios confidenciais ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. Embora seu nome não tenha sido oficialmente divulgado pelas autoridades, diversos veículos britânicos apontam que o preso é Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe do Reino Unido.
As buscas ocorreram em dois endereços ligados ao suspeito, em Berkshire e Norfolk, com o apoio local das autoridades. A prisão foi realizada após uma avaliação detalhada das alegações e faz parte de uma investigação mais ampla, conforme confirmado pelo subchefe de polícia Oliver Wright. Ele destacou a importância de manter a integridade do processo enquanto as investigações prosseguem.
O ex-príncipe Andrew, que marcou presença em diversos momentos do escândalo Epstein, também é alvo da acusação de ter enviado informações privilegiadas enquanto desempenhava o papel de representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Caso considerado culpado, ele pode enfrentar penas severas, incluindo prisão perpétua. Informações indicam que Andrew está em custódia e que será submetido aos procedimentos padrão, sem benefícios especiais.
Esse novo capítulo no escândalo reacende a pressão sobre a família real britânica, já abalada pelos desdobramentos do caso Epstein. Embora Andrew negue veementemente as acusações, seus laços com Epstein estão documentados em arquivos divulgados nos Estados Unidos, incluindo fotos que o mostram em situações comprometedoras.
O ex-príncipe também esteve envolvido em acusações de agressão sexual, feitas por Virginia Giuffre, que apontou Andrew como um dos homens que a abusaram quando era menor de idade. Andrew sempre negou as acusações e manteve sua versão de que nunca cometeu irregularidades. Giuffre, peça-chave no caso Epstein, faleceu em abril de 2025 na Austrália, o que ampliou questionamentos e a busca por respostas sobre sua ligação com Andrew.
A ausência de manifestações públicas por parte da família real sobre a prisão de Andrew reforça o distanciamento da monarquia em relação ao ex-príncipe. Em outubro, ele perdeu todos os seus títulos reais, por decisão de seu irmão, o rei Charles III, além de ter deixado sua residência oficial em Windsor. Atualmente, residia em uma casa de campo em Sandringham.
As investigações continuam a lançar luz sobre os desdobramentos dos laços entre Andrew e Epstein, além de levantar questionamentos sobre possíveis redes de tráfico de mulheres pelo Reino Unido. Autoridades britânicas pedem que possíveis testemunhas do caso venham a público denunciar qualquer envolvimento nas práticas de Epstein. A prisão do ex-príncipe deve trazer novos desdobramentos, testando mais uma vez as relações entre sua história controversa e a Coroa Britânica.




