CentroesteNews
09/01/2026
Mais de 27% dos adultos no mundo atendem hoje aos critérios médicos para o uso de medicamentos análogos ao GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, utilizados no tratamento da obesidade e no emagrecimento. A estimativa faz parte de um amplo estudo publicado na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology.
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A pesquisa analisou dados de 810,6 mil adultos em 99 países, reunidos por instituições de saúde dos Estados Unidos, e considerou fatores como índice de massa corporal elevado e a presença de comorbidades associadas à obesidade, entre elas diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Os autores destacam que o crescimento da obesidade em escala global amplia rapidamente o número de pessoas potencialmente elegíveis para esse tipo de tratamento farmacológico. No entanto, o estudo chama atenção para um obstáculo central: o acesso limitado aos medicamentos, especialmente em países de baixa e média renda.
Com preços elevados e produção ainda concentrada em poucos laboratórios, os remédios à base de GLP-1 permanecem fora do alcance de grande parte da população mundial. Para os pesquisadores, a expansão do uso dessas drogas sem políticas públicas de acesso pode aprofundar desigualdades em saúde, ao beneficiar majoritariamente grupos com maior poder aquisitivo.
O estudo reforça ainda que os medicamentos não substituem estratégias clássicas de prevenção, como alimentação saudável, atividade física e políticas estruturais de combate à obesidade, mas tendem a ganhar protagonismo no debate global sobre saúde pública nos próximos anos.




