A oferta restrita de animais terminados para abate, aliada ao ritmo aquecido das exportações e ao maior poder de barganha dos pecuaristas, tem sustentado a escalada dos preços da arroba do boi gordo nas principais praças pecuárias do país.
O mercado vive um momento de ajuste na oferta. Após um período de maior descarte de fêmeas nos últimos anos, a disponibilidade de animais prontos para o abate diminuiu, reduzindo o volume ofertado aos frigoríficos. Com menos boiadas disponíveis, os produtores conseguem negociar valores mais elevados, pressionando as indústrias.
Ao mesmo tempo, as exportações seguem firmes, especialmente com a demanda internacional sustentada por grandes compradores. O cenário externo favorável ajuda a enxugar ainda mais a oferta interna, fortalecendo o viés de alta nas cotações.
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Escalas curtas e disputa por lotes
Frigoríficos relatam dificuldades em alongar as escalas de abate, operando com programações mais curtas em diversas regiões. Esse fator aumenta a competição por lotes prontos, elevando os preços pagos pela arroba, sobretudo para animais com padrão exportação.
Em estados com forte vocação pecuária, como Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul, o movimento é semelhante: indústrias ofertando valores maiores para garantir matéria-prima e produtores mais seletivos nas negociações.
Tendência de curto prazo
Analistas do setor apontam que, enquanto a oferta continuar limitada e as exportações mantiverem ritmo aquecido, o mercado deve permanecer firme. A possibilidade de novos reajustes no curto prazo não está descartada, especialmente se as escalas seguirem encurtadas.
Por outro lado, fatores como o comportamento do consumo interno e oscilações no câmbio também seguem no radar e podem influenciar o ritmo das altas nas próximas semanas.


