CentroesteNews
29/05/2025
Anna Vitória Bispo
A Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 7,6 trilhões em abril, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados nesta quarta-feira (28). O valor subiu 1,44% em relação a março, impulsionado principalmente pelos juros sobre os títulos.
A alta é resultado da emissão líquida de R$ 41,42 bilhões em títulos e da apropriação de R$ 70,3 bilhões em juros, que são incorporados ao estoque mensalmente. Apesar do recorde, a dívida ainda está abaixo do teto previsto para o fim de 2025, entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF).
Composição da Dívida
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Dívida Interna (DPMFi): Subiu 1,55%, totalizando R$ 7,31 trilhões.
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Dívida Externa (DPFe): Caiu 1,1%, para R$ 306,13 bilhões, devido à queda do dólar.
A composição da dívida também mudou:
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Papéis prefixados caíram de 21,51% para 20,23%.
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Títulos atrelados à Selic subiram para 47,3%.
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Títulos corrigidos pela inflação aumentaram levemente, para 28,46%.
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Dívida atrelada ao câmbio caiu para 4,01%.
Colchão da Dívida
A reserva financeira usada para emergências — o chamado colchão da dívida — subiu para R$ 904 bilhões, suficiente para cobrir 8,57 meses de vencimentos. Nos próximos 12 meses, o governo terá que pagar R$ 1,365 trilhão em títulos.
Prazos e Detentores
O prazo médio da dívida aumentou para 4,17 anos, sinal de maior confiança dos investidores. Os principais detentores da dívida interna são:
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Instituições financeiras: 30,5%
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Fundos de pensão: 23,9%
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Fundos de investimento: 22,1%
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Estrangeiros: ligeiro aumento de 9,6% para 9,7%
A dívida pública é o principal instrumento de financiamento do governo, que emite títulos em troca de recursos, comprometendo-se a devolver o valor com correção pela Selic, inflação, dólar ou taxas fixas.