Centroeste News
27/01/2026
Uma forte chuva atingiu São Paulo na tarde desta terça-feira (27), transformando o cotidiano da capital em um cenário caótico. Desde as 15h, toda a cidade está em estado de atenção para alagamentos, conforme alerta do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). As condições climáticas trazem um alto risco de raios, rajadas de vento e até granizo, elevando a preocupação com alagamentos e quedas de árvores. A recomendação é clara: evitem ruas alagadas e busquem abrigo seguro.
As consequências da tempestade foram rapidamente sentidas em várias regiões da cidade. Enquanto as zonas Sul e Oeste sofreram com chuvas fortes e ventos intensos, pontos críticos de alagamento surgiram em diversas vias, como a Avenida Vinte e Três de Maio, que ficou totalmente intransitável nos dois sentidos. No Terminal João Dias, na Zona Sul, foram registrados acúmulos de água expressivos, dificultando o transporte público. Outro ponto preocupante foi a Avenida Guarapiranga, onde um alagamento comprometeu o tráfego no sentido bairro-centro.
Além disso, a Enel relatou que mais de 80 mil imóveis estão sem energia elétrica, aumentando os transtornos enfrentados pelos paulistanos durante a tempestade. A Defesa Civil reforçou o alerta às 15h16, recomendando que as pessoas evitem áreas abertas devido ao risco de raios e rajadas de vento.
De acordo com o CGE, as chuvas podem se estender até o início da noite. O órgão pontuou a importância de medidas simples para amenizar os impactos das enchentes, como evitar transitar em áreas alagadas, manter distância de redes elétricas e planejar deslocamentos com antecedência para evitar congestionamentos em vias bloqueadas.
Os alagamentos são um problema recorrente na capital. Dados recentes mostram que episódios como esses estão cada vez mais frequentes: apenas no último ano, os casos de alagamentos cresceram 31%, enquanto as inundações, que acontecem quando rios ou córregos transbordam, aumentaram 61%. Especialistas, como o professor Anderson Kazuo Nakano, alertam para a necessidade de novas estratégias que ampliem a capacidade de retenção das águas da chuva, indo além da tradicional construção de piscinões. Para ele, intervenções em áreas de rios, córregos e pontos mais altos poderiam reduzir os impactos de enxurradas, que frequentemente geram perdas materiais e, infelizmente, vidas.




