A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização excepcional para que um assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos possa visitá-lo durante sua permanência no Brasil.
O pedido foi encaminhado à Corte considerando que o assessor norte-americano Darren Beattie terá uma estadia curta no país. Segundo a defesa, a visita poderia ocorrer nos dias 16 ou 17 de março, mesmo que fora dos horários regulares de visitação estabelecidos pela unidade onde o ex-presidente está detido.
Pedido inclui presença de intérprete
No requerimento apresentado ao STF, os advogados também solicitaram autorização para a presença de um intérprete, a fim de facilitar a comunicação entre Bolsonaro e o representante do governo dos Estados Unidos durante o encontro.
A defesa argumenta que a visita teria caráter institucional e diplomático, além de ocorrer em razão da agenda limitada do assessor no Brasil.
Prisão desde janeiro
O ex-presidente está detido desde janeiro, após decisão judicial relacionada a investigações em andamento. Em pedidos anteriores apresentados à Justiça, a defesa tentou obter prisão domiciliar, mas a solicitação foi negada.
Agora, o novo pedido busca apenas a autorização para o encontro com o representante estrangeiro durante o período em que ele estiver no país.
Decisão caberá ao STF
A análise da solicitação será feita pelo ministro responsável pelo processo no Supremo Tribunal Federal, que deverá avaliar se a visita pode ocorrer fora das regras habituais de visitação.
O tribunal ainda não divulgou prazo para a decisão sobre o pedido apresentado pela defesa.




