CentroesteNews
04/01/2025
A cidade de Belo Horizonte vive momentos de apreensão, com a Defesa Civil municipal emitindo um alerta de risco geológico para praticamente toda a capital, estendendo-se até a próxima terça-feira. A preocupação é palpável, impulsionada pelo grande volume de chuva dos últimos dias e pela previsão de mais precipitações, que elevam o risco de deslizamentos e desabamentos. Em nove das dez regionais da cidade, o perigo é considerado forte, com apenas o Hipercentro apresentando um risco moderado, acendendo um sinal de alerta para milhares de moradores que precisam estar atentos aos sinais da terra e das próprias moradias.
A atmosfera de cautela é justificada, pois a terra, já saturada pela insistência das chuvas, pode ceder. Por isso, a Defesa Civil recomenda vigilância constante para sinais como trincas nas paredes, água empoçando no quintal, portas e janelas que emperram sem motivo, rachaduras no solo ou a presença de água minando da base de barrancos. A inclinação de postes ou árvores, assim como muros e paredes que parecem estufar ou estalos incomuns, são indícios que não devem ser ignorados, sugerindo que o terreno pode estar em movimento. A dimensão do problema fica clara ao olharmos os números: em apenas 24 horas, entre a manhã de sábado e domingo, áreas como a Centro-Sul e a Oeste registraram mais de 100 milímetros de chuva, um volume que representa quase um terço do esperado para todo o mês de janeiro. As consequências, infelizmente, já começaram a aparecer, com um carro ilhado em uma área de inundação no Belvedere e o Anel Rodoviário alagado no bairro Caiçara, mostrando a força da natureza e a necessidade de redobrar os cuidados em solo belo-horizontino.




